Coleta seletiva continua suspensa em Londrina
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Kalinka Amorim<br> Reportagem Local 
A coleta de materiais recicláveis, suspensa desde segunda-feira, permanece assim até que as reivindicações feitas pela Central de Pesagem e Venda (Cepeve) sejam acatadas pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O preço do quilo dos materiais tiveram uma queda significativa no último mês. O papelão que custava R$ 0,22 hoje vale de 0,05 a 0,10. As sucatas de ferro passaram de R$ 0,16 para R$ 0,05 e as latinhas que custavam de R$ 3,50 a R$ 4,00 hoje está R$ 1,80.
Isso fez com que a presidente da Cepeve, Sandra Araújo Barroso Silva tomasse uma posição para solucionar a crise que envolve os catadores de lixo recicláveis todos os anos. ''Com o acúmulo dos reciclados, os compradores se fecham e acontece a queda dos preços. Todo final de ano é a mesma coisa, trabalhamos o dobro e recebemos a metade. Nossa paralisação não se deve só a isso. O município não faz o recolhimento e até hoje eu não sei o motivo. Se não podem nos dar subsídios em dinheiro, que assumam o recolhimento da coleta'', desabafa Sandra.
A ONG é divida em grupos que são distribuídos por setores e comportam de 10 a 12 integrantes. Cada grupo faz a venda do que recolheu, tira as despesas e rateia o montante. Em média, lucram R$ 250,00 em um mês normal de trabalho.
Devair Almeida, coordenador da coleta seletiva da CMTU, afirmou que a coleta não vai parar. ''Mesmo que a Cepeve não faça o recolhimento, nós não vamos parar. Nossa diretoria vai passar as reivindicações para o prefeito, acredito que a prefeitura vai colaborar com esse processo da mesma forma que vem colaborando desde o início da ONG. Agora, o que agrava a situação é eles ficarem parados no barracão esperando a decisão'', critica Almeida.
Na sexta-feira, a ONG vai repassar à CMTU um levantamento do montante geral de quanto gasta para permanecer nas ruas. Mas o retorno só será dado após a próxima reunião, marcada para 19 de janeiro.


