Londrina – A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) escalou equipes extras para fazer a coleta do lixo domiciliar na manhã de ontem. O contrato com a MM Limpeza Pública foi encerrado na quarta-feira à meia-noite.
Segundo a CMTU, que assumiu o serviço a partir das 7 horas, pelo menos 12 setores de Londrina tiveram o recolhimento prejudicado porque a coleta da MM foi somente até a meia-noite. Com isso, sacos de lixo se espalharam por calçadas e lixeiras no centro e em bairros como os jardins Ideal e Castelo (zona leste), Shangri-Lá (zona oeste), Santa Mônica e Parque Ouro Verde (zona norte).
"Os caminhões que ficariam como reservas foram utilizados para suprir esta demanda. Estes primeiros dias serão para afinarmos a logística, já que os antigos veículos eram trucados e com mais capacidade. Provavelmente teremos que fazer mais viagens, mas queremos aproveitar melhor os deslocamentos e sempre trabalhar com a capacidade máxima dos caminhões", explicou o diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues.
A aposentada Eurides Franco Dias, de 77 anos, moradora do Jardim Ideal, logo pela manhã já observava que o lixo não havia sido recolhido da frente da casa dela na Rua Cassiterita. "Achamos que ia passar normalmente durante a noite. O problema aqui é que tem muito cachorro solto na rua e se o lixo ficar aí, logo eles vêm e espalham tudo."
Já o montador Antônio Duarte, de 31 anos, teve serviço extra ao chegar na empresa onde trabalha na Avenida Henrique Mansano, na zona norte. Os sacos de lixo foram rasgados por cães e os resíduos ficaram espalhados pela calçada e no canteiro central da via. "A gente tem que recolher. Não dá para deixar esta sujeira toda na frente da empresa. Pega mal com os clientes. Espero que a coleta não demore", frisou.
Neste primeiro dia de serviço municipalizado os caminhões percorreram 14 regiões da cidade, atendendo bairros da zona norte e distritos rurais. De acordo com Gilmar Domingues, neste início de trabalho não haverá mudanças de itinerário nem dos dias de coleta. "Pedimos um pouco de compreensão da população neste começo, mas logo toda a situação estará regularizada", garantiu.
A companhia informou que não houve falta de funcionários no primeiro dia e que a coleta foi concluída às 18h15. O Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação (Siemaco) confirmou que 99% dos coletores e motoristas que foram contratados já prestavam serviço para a MM. Os funcionários vão receber os 17% de reajuste salarial, acordo firmado durante paralisação da categoria no mês de maio. O salário subiu para R$ 1.012. Os coletores recebem ainda 40% de insalubridade, pagos em cima do valor do salário mínimo, o que representa R$ 271,20, além do tíquete-refeição, no valor de R$ 478,62. "O sindicato fez um bom trabalho e teve papel importante para esta mobilização grande da categoria. É uma mão de obra especializada e por isso a manutenção dos funcionários é fundamental", apontou Domingues.
A expectativa da população é que a municipalização mantenha o bom serviço na coleta do lixo. "Aqui a gente não tem nada a reclamar da empresa anterior. Nunca houve atraso ou falta na coleta. Se continuar do mesmo jeito, está ótimo", opinou a dona de casa Jucila de Melo Roberto, de 54 anos, moradora do Conjunto João Paz (zona Norte).
A CMTU informou que a não renovação do contrato com a MM vai trazer uma economia de R$ 190 mil por mês aos cofres públicos. "Economizar sempre é bom. Sobra mais dinheiro para fazer outras coisas na prefeitura. Só não pode baixar o preço e cair a qualidade do serviço também", advertiu o aposentado Natair Batista Nogueira, de 64 anos, que reside no Conjunto Maria Cecília (zona norte).
A CMTU disponibilizou dois telefones para queixas sobre a coleta de lixo: (43) 3379-7948 e 3379-7900.

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