Coleta de lixo reciclável precisa ser revista
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Pedro Moraes <br> Reportagem Local 
O balanço do trabalho da CMTU sobre a manutenção da cidade aponta números que representam uma melhoria nos serviços. A varrição de ruas, por exemplo, saltou de 13,2 milhões de metros em 2017 para 17,6 milhões no ano passado. A sinalização e pintura viária passaram por um crescimento considerável, com a compra de um novo caminhão para a tarefa. Foram pintados 119,6 mil metros quadrados, em 2018, contra 85,8 mil no ano anterior. A roçagem, problema de constante descontentamento do londrinense, também passou por alterações na rotina do serviço. O contrato para o trabalho encerrou a licitação em dezembro, vencida pela empresa Costa Oeste, e leva em conta as peculiaridades das estações do ano. No verão, o contrato prevê um número maior de trabalhadores, máquinas e área de atuação. No inverno, por exemplo, há um número menor de pessoas porque o crescimento da vegetação é mais lento. "Buscamos, dessa forma, fazer uma racionalização do serviço. É uma questão delicada porque a capina que deve ser feita nos canteiros que estão floridos precisa ser mais constante do que no fundo de vale", avalia o presidente.
O serviço de coleta seletiva do lixo, segundo Cortez, precisa ser revisto, assim como se faz necessário elaborar um plano para a destinação dos dejetos recolhidos nos domicílios, uma função típica das pastas de Meio Ambiente. Apesar de o aterro sanitário, no distrito de Maravilha, ainda estar longe de seu esgotamento, ele impõe um desafio à montanha de sujeira produzida. Somente em 2018, foram aproximadamente 129 milhões de toneladas. A CMTU pretende analisar os gases expelidos do solo. "O lixo é uma questão muito complexa. Hoje a região da Gleba Palhano já produz praticamente a mesma quantidade que é recolhida no centro. A cidade precisa pensar o que quer para o futuro. Há que se pensar na compostagem, por exemplo", aponta Cortez. Os materiais recicláveis trazem maior preocupação. A presença de catadores atrapalha o trabalho das cooperativas. Em busca dos materiais mais valiosos, eles separam o que interessa e depois descartam o restante de qualquer forma, preferencialmente nos fundos de vale. "Precisamos chamar as cooperativas para conversar e retomar o trabalho que já foi premiado", adianta. Cortez anunciou que deverão ser construídos ainda este ano três novos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) para descarte de entulho.
O projeto que mais dá prazer a Marcelo Cortez é o de recuperação das áreas de lazer da cidade. Londrinense, ele se recorda da infância quando era levado pelo pai para brincar na praça Rocha Pombo, no centro, que passou por ações de conservação em julho de 2018. O chafariz foi reativado e o mobiliário urbano, reformado. "O perigo é o vandalismo, que é enorme. As pessoas aqui em Londrina, inclusive, falam: 'reformou, mas quero ver durar um mês'. Isso precisa mudar. Não podemos abandonar a cidade, mas a população precisa cuidar", critica. Atualmente, 92 praças, canteiros, rotatórias e outros espaços já passaram para a intervenção do programa Boa Praça, que pode ser solicitado na CMTU. As instruções estão no site da empresa na internet. O programa é um tipo de adoção, através do qual o responsável faz o plantio de flores num perímetro de pelo menos 15% do espaço, capina do mato e a pintura nos meios-fios do entorno. Além deste trabalho, a CMTU tem feito reformas nos espaços públicos em parceria com as secretarias de Obras e Meio Ambiente, além da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) e Sercomtel Iluminação. "O trabalho que fizemos nessas regiões em que conseguimos o envolvimento da população é mantido. As pessoas tomam conta e tratam como uma extensão da sua própria casa", afirma.


