Londrina – A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) estuda fazer uma setorização de Londrina para a coleta de lixo. A possibilidade passou a ser ventilada após o início da operação de uma balança para aferir a quantidade exata do lixo recolhido no município.
O equipamento, cedido por 60 dias por uma empresa, através de um convênio com a CMTU, entrou em funcionamento no dia 29 de agosto. Após duas semanas, a média diária de recolhimento é de 395 toneladas.
Esta média equivale a 770 gramas per capita por dia. O atual contrato de coleta prevê uma média de 830 gramas por habitante. "Está um pouco abaixo do estimado, mas é preciso levar em conta que estamos em um período de seca e setembro, tradicionalmente, produz muito menos lixo que novembro, dezembro e janeiro. Precisamos analisar outras variáveis", explicou o diretor de Operação da CMTU, Gilmar Domingues Pereira.
Segundo ele, com a balança em funcionamento será possível saber exatamente a quantidade de lixo recolhido em cada região, o combustível utilizado, o tempo de deslocamento, de descarga e a distância percorrida. "Vamos conhecer a realidade do lixo em Londrina e com isso abrir várias possibilidades, como a setorização da cidade."
A CMTU assumiu a coleta do lixo em Londrina até o dia 26 de dezembro. Até lá, a Companhia pretende retomar o edital que foi suspenso, em virtude de questionamentos nos valores, com novas planilhas, já amparadas pela pesagem atual.

Paralisação
Segundo a CMTU, a coleta do lixo em vários bairros da zona sul foi normalizada ontem às 19 horas. Pela manhã, os 148 funcionários da Construtora JW, empresa terceirizada que fornece a mão de obra, paralisaram as atividades.
O advogado e representante do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), Flávio Petrilo, explicou que a JW não havia pago o descanso semanal remunerado e eles reclamaram ainda da falta de troca dos equipamentos de proteção e de um local adequado para fazer as refeições. "A empresa se comprometeu a fazer os pagamentos na terça-feira (17)", afirmou.
Outra questão é o cumprimento da jornada diária de 7h20, de segunda a sábado. "Os trabalhadores costumavam ir embora assim que terminavam o cronograma das atividades previstas para o dia. A empresa teria exigido o cumprimento da jornada na íntegra."
O procurador e representante da Construtora JW, Anderson Queiroz, confirmou o pagamento para terça e disse que os próprios trabalhadores deveriam ter comunicado a necessidade da troca de equipamentos, o que seria feito de imediato. "Vamos providenciar um ponto de apoio para o refeitório. O restante das reivindicações será verificado pela assessoria jurídica da empresa." O contrato entre a CMTU e a empresa foi assinado no final de junho, tem validade por seis meses e o repasse é de R$ 680 mil por mês. (Com equipe Bonde)

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