Maputo - A epidemia de cólera que afeta Moçambique provocou, nos últimos seis meses, 281 mortos entre os 22.774 casos da doença notificados pelas autoridades sanitárias moçambicanas.
A epidemia eclodiu em finais de agosto último, tendo afetado as províncias de Maputo (sul do país), Sofala, Manica, Tete, Zambézia (centro), Nampula, Niassa e Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
O responsável pelo departamento de epidemiologia do Ministério da Saúde, José Chivale, afirmou à Agência Lusa que atualmente a província de Nampula é a que registra o maior número de casos com um total de 750 doentes que recorrem, semanalmente, aos centros de tratamento de cólera existentes naquela região.
Em Nampula foram registrados, desde a eclosão do surto, cerca de 5.115 casos, de que resultaram em 54 óbitos. Atualmente a cólera afeta pelo menos 16 distritos da província, a segunda maior do país.
A tendência de alastramento da epidemia atinge também a província de Cabo Delgado, onde foram registrados até sexta-feira passada 356 casos de cólera, de que resultaram em dois óbitos.
Em Tete foram contabilizados, até a mesma data, 3.484 casos da doença e 57 óbitos.
Até o momento, os casos de cólera estão limitados às províncias do centro e norte do país não se tendo qualquer caso confirmado na região sul, como em Maputo, Gaza e Inhambane.
Gaza e Inhambane foram as duas únicas províncias em que nunca foi reportado qualquer caso de cólera, desde agosto de 2001.

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