A Secretaria de Saúde de Pernambuco confirmou ontem a morte de um bebê de dois meses provocada pelo cólera em Cortês, a 105 quilômetros do Recife. Outra morte está sendo investigada. Em um período de três semanas foram notificados 646 casos da doença no município, 342 já confirmados e 304 em investigação.
A diretora de Epidemiologia da Secretaria de Saúde do Estado, Christiane Holmes, afirmou que a epidemia está em declínio. Ontem, disse ela, 11 pessoas procuraram assistência no hospital local com sintomas do cólera (diarréia, náusea, cãibras), quando no auge do surto os novos casos chegavam a mais de 80 por dia.
A Secretaria de Saúde aponta a prefeitura de Cortês como a principal responsável pela epidemia no local, pois a estação que abastece 80% da população não estava tratando a água, captada no rio Sirinhaém, contaminado com o vibrião colérico. Antes deste surto o município não registrava casos há três anos.
A estação foi interditada, mas voltou a funcionar na semana passada, sob administração provisória da companhia de abastecimento estadual (Compesa). Um trabalho de conscientização e distribuição de hipoclorito está sendo feito em Cortês e nos municípios banhados pelo Sirinhaém.
Paralisia- Uma nova técnica cirúrgica para vítimas de paralisia parcial, em teste nos Estados Unidos, foi apresentada ontem no Hospital de Traumato-Ortopedia, no Centro do Rio, pelo ortopedista Luciano Dias. Ele é especialista do Children Hospital de Chicago em mielomeningocele - doença congênita causada pela má formação da medula óssea que provoca paralisia parcial ou total e problemas na bexiga. A técnica consiste na simulação cirúrgica, por computador, das intervenções.
Sensores são presos às articulações dos joelhos e quadris da criança que sofre de paralisia parcial. À medida que a criança caminha os sensores vão registrando seus movimentos e enviam os dados para o computador. Gráficos reproduzem os movimentos e suas distorções. ‘‘Podemos testar no computador, por exemplo, se, com uma determinada correção cirúrgica, a criança caminharia melhor’’, disse.
A grande vantagem é que diferentes intervenções podem ser testadas virtualmente até se chegar à mais eficaz. ‘‘Com isso, podemos dizer com muito mais segurança qual a melhor cirurgia ou o melhor aparelho a ser usado.’’ A técnica já foi testada com sucesso em três crianças no Children Hospital de Chicago, mas ainda não há previsão de quando começará a ser usada em larga escala.

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