Londrina – Quem circula pelo pátio do Colégio Estadual Dr. Gabriel Martins, no Jardim Bancários (zona oeste de Londrina), observa um amontoado de telhas de fibrocimento ao lado de um dos pavilhões de salas de aula. É o resultado de inúmeras substituições, já que a estrutura que sustenta as telhas é inadequada. "Os pontos de fixação são poucos e as telhas deslizam, desencaixam com o passar do tempo", explica o diretor Ney Mezzadri.
Este é apenas um dos problemas enfrentados por professores e alunos do colégio, fundado há 42 anos e que atende 670 alunos nos ensinos fundamental e médio.
O desprendimento das telhas gera fissuras na cobertura. O resultado está nos tetos das salas e corredores que apresentam diversas marcas de infiltrações, comprometendo até o andamento de aulas. "Quando chove molha tudo, o forro substituído há pouco tempo já está comprometido", lamenta.
Outro problema sério é o antigo palco da quadra poliesportiva. O local, comprometido com infiltrações, ruiu. A madeira velha teve que ser retirada e a área não tem mais utilidade. "Penso que poderíamos adaptar essa área e construir um vestiário para estudantes", sugere Mezzadri.
O Colégio Nossa Senhora de Lourdes, no Jardim Brasília (zona leste), também apresenta problemas na cobertura. "Quando chove, a mesa da nossa coordenadora pedagógica fica molhada, tem goteiras", comenta a diretora Tânia Tudisco. O piso desnivelado também chama a atenção.
Porém, o principal é notado nas paredes de duas salas de aula. Espessas rachaduras obrigaram a direção a interditar o espaço. "Elas se intensificaram com as chuvas de julho do ano passado", lamenta. "Acredito que toda água da chuva está empossando aqui, provavelmente a manilha da galeria pluvial do colégio esteja rompida. Fizemos análises, não há risco de desabamento, mas têm que ser consertadas toda a condução pluvial e as paredes", explica o supervisor de Edificações do Núcleo Regional de Educação (NRE), Marcelo Vertuan.
O setor vem inspecionando prédios de colégios estaduais de Londrina e região. Vinte e nove serão reformados nos próximos meses. O recurso vem de um programa da Secretaria de Educação que visa realizar adequações em 1,8 mil unidades, desde pequenos reparos até grandes revitalizações.
O Estado está investindo R$ 620 milhões no programa. "Esses colégios vão receber até R$ 150 mil para serem aplicados em reformas. Chamamos os diretores para que os principais problemas fossem apontados, houve uma análise da nossa equipe de engenheiros para produção desses projetos. Muitos já foram encaminhados para apreciação de Curitiba", explica a chefe do NRE, Lúcia Cortez. A previsão é que as licitações sejam abertas até julho. As reformas estão previstas para serem executadas em 90 dias.

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