Colégios de Maringá concorrem a prêmio nacional
Lucinéia Parra
De Maringá
O Colégio Estadual João de Faria Pioli e o Colégio Estadual Oberon Floriano Dittert, ambos de Maringá, foram classificados para concorrer ao Prêmio Nacional de Referência e Gestão Escolar 1999, oferecido pelo Ministério da Educação. Os dois colégios obtiveram o 1º e o 2º lugar, respectivamente, na avaliação feita pelo Núcleo Regional de Educação de Maringá no processo de classificação das 16 escolas inscritas da região para concorrer ao prêmio.
Na próxima etapa, os dois colégios vão concorrer com oito escolas classificadas de todo o Estado a uma vaga para disputar o prêmio nacional. Ano passado, na primeira edição do prêmio, o Colégio Estadual João de Faria Pioli ficou em 2º lugar na classificação do Núcleo Regional.
Agora estamos esperando com grande expectativa o resultado estadual, que sai ainda este mês, diz a diretora do Colégio João de Faria Pioli, Joana Benta Gravena. O prêmio valoriza escolas que mais se destacam nos cinco requisitos exigidos pelo Ministério da Educação: gestão participativa, gestão pedagógica, gestão de pessoas, gestão de serviços de apoio, recursos físicos e financeiros, e gestão de resultados.
Apenas uma escola, das 10 classificadas em todo o Estado, será indicada para concorrer ao prêmio nacional. Participar deste tipo de concurso é importante porque faz a escola crescer, argumenta Joana. Para participar do concurso, os colégios montaram processos com fotos, fotocópias de atas e todo tipo de documentos que comprovam as informações prestadas ao Núcleo Regional de Educação. Conforme Joana, a receita para o desempenho do colégio é o trabalho com projetos interdisciplinares.
Da primeira série do ensino fundamental ao último ano do ensino médio, os professores, segundo Joana, desenvolvem projetos arrojados que buscam não só a criatividade e educação dos alunos, mas também a integração com a comunidade.
Muitas vezes nós desenvolvemos algum projeto que lá na frente ele adquire um formato totalmente diferente e abrangente devido a participação dos alunos, funcionários e professores, explica.
Segundo ela, o tema desemprego foi abordado entre os alunos destacando o problema no Brasil. O objetivo, diz Joana, era explicar aos alunos onde existem os maiores índices de desemprego, porque ele ocorre e quais suas consequências.
De repente, descobrimos que o desemprego atingia os pais de nossos alunos e buscamos uma alternativa para ajudá-los, lembra. Uma funcionária da escola redigiu e encaminhou aos pais dos alunos um questionário para identificar os desempregados.
O passo seguinte foi a colaboração dos alunos, que voluntariamente passaram a entrar em contato com empresas para pedir emprego a pais desempregados. Hoje, a escola tem uma funcionária que faz o cadastramento dos pais desempregados. Foi através deste projeto que o estudante Willian Ferreira, 7 anos, que está na 1ª série do ensino fundamental, conseguiu emprego para o pai dele.
O vendedor Paulo Sérgio Ferreira estava desempregado há nove meses. Depois de preencher a ficha na escola, foi chamado para trabalhar em uma lanchonete. Aceitei na hora, apesar de nunca ter trabalhado neste tipo de estabelecimento.





