Curitiba- O Colégio Eleitoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decide hoje se homologa a lista tríplice com o nome dos três candidatos a reitor e a votação obtida por eles no dia 23 de novembro. A sessão promete ser tensa. Desde a sexta-feira passada estudantes estão acampados no prédio da reitoria, exigindo que os resultados não sejam homologados antes que a comissão de sindicância montada pela UFPR investigue as irregularidades denunciadas pelo segundo colocado, Francisco de Assis Marques.
Assis Marques acusa o primeiro colocado na eleição e atual reitor, Carlos Moreira Júnior, de ter utilizado a máquina administrativa para obter votos nas eleições. Dentre as acusações está o fato da chapa de Moreira ter utilizado correio pago pela UFPR para fazer campanha, além de enviar correspondência para estudantes que haviam entrado na UFPR através das cotas para negros e para estudantes de escolas públicas.
Nas reuniões realizadas na semana passada pelo Conselho Universitário e pela Comissão Eleitoral houve confrontos entre os estudantes e a segurança da UFPR. Os alunos reivindicavam o direito de acompanhar as sessões, que são fechadas ao público. Na sexta passada, três estudantes chegaram a se ferir no confronto, e houve depredação do prédio da reitoria. Para evitar novas confusões, a reunião do conselho deve ser realizada fora da reitoria, mas a assessoria da UFPR não divulgou o novo local.
Ontem, os estudantes reivindicavam o adiamento da homologação do resultado. Segundo o aluno de Direito Bruno Meirinho, a reitoria se mostrou insensível ao pleito.

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