Assunção, 30 (AE-AP) - A Promotoria Geral do Paraguai informou hoje (30) que colaboradores do ex-general golpista Lino Oviedo teriam desviado US$ 3 milhões. A operação teria contado com a ajuda do ex-presidente Raúl Cubas. O desvio foi descoberto após auditoria no governo. O dinheiro estava em uma conta corrente do estatal Banco Nacional de Fomento sob administração da Presidência da República e do Ministério da Defesa.
No informe que preparou, a Promotoria acusa o então ministro da Defesa, general José Segovia Boltes, de ter retirado US$ 430 mil desta mesma conta. Por conta disso, o juiz Gustavo Ocampos ordenou a prisão de Segovia Boltes.
Em Montevidéu, o governo do Uruguai concedeu asilo ao ex-ministro da Defesa. Para a embaixadora paraguaia em Assunção, Julia Velilla, a decisão uruguaia foi um "precedente lamentável". Segovia Boltes entrou no Uruguai como turista e há dois dias pediu asilo político.
Em seu decreto, o governo uruguaio explica que concedeu o asilo com base em declarações suas de que se sentia perseguido politicamente e que temia por sua vida e de seus familiares.

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