Londres, 12 (AE-REUTERS) - O coreano Kim Un-Yong, o mais alto executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) implicado no escândalo de corrupção na escolha de Salt Lake City para organizar os Jogos de Inverno de 2002, está pressionando a entidade a desmentir publicamente as acusações contra ele e seu filho. Segundo o relatório da comissão de ética que investiga a campanha de Salt Lake City, Un-Yong foi beneficiado com um emprego de US$ 75 mil anuais para seu filho, John Kim, em uma empresa de comunicações ligada ao Comitê Organizador de Salt Lake City. E mais evidências contra ele devem ser investigadas nos próximos dias.
Kim Un-Yong era considerado um dos mais fortes candidatos à sucessão do presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, em 2001. Ele mandou uma carta a Samaranch e aos membros da comissão de ética, na qual classifica as acusações como "uma afronta pessoal à sua reputação limpa". Um de seus principais rivais na corrida pela presidência da entidade é o canadense Richard Pound, atual vice-presidente, que dirige a comissão de ética. Três outros membros da comissão - o húngaro Pal Schmitt, o alemão Thomas Bach e o belga Jacques Rogge - também são considerados candidatos potenciais ao lugar de Samaranch.
O coreano alega que o resultado das investigações da comissão de ética é parte de um plano político para sujar seu nome e enfraquecer sua candidatura. "Quando chegar a hora, vou reagir; tenho muita munição guardada", garantiu Un-Yong. O belga Rogge respondeu que a comissão é independente. "Posso assegurar que a comissão é objetiva e só baseia suas conclusões em evidências materiais irrefutáveis", afirmou.
Segundo o relatório da comissão, o Comitê Organizador de Salt Lake City pagou uma parte do salário de John Kim na Keystone Communications. O ex-presidente da empresa, David Simmons, afirmou que o comitê organizador local pagou todo o salário do jovem executivo. Ainda de acordo com o relatório, o emprego foi conseguido por Tom Welch, que presidia o comitê, após receber o pedido de ajuda de Un-Yong Kim. Mas o coreano, na sua carta, diz que ele e seu filho não sabiam da ajuda do comitê na obtenção do emprego. Nagano - Nove membros do COI foram acusados, ontem, por membros do Comitê Olímpico Japonês, de ter quebrado as regras de conduta do COI, nas viagens de inspeção a Nagano, no Japão, durante a campanha da cidade para organizar os Jogos de Inverno de 1998. Segundo as autoridades japonesas, um relatório completo sobre a campanha de Nagano será enviado à sede do COI, na Suíça, na segunda-feira.

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