Curitiba - A Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab) sinalizou, ontem, com a possibilidade de incluir as 47 famílias de sem-teto, que haviam ocupado o prédio do antigo Banestado, no centro de Curitiba, em um projeto de loteamento destinado à relocação de famílias que vivem em áreas de risco. O anúncio foi feito pela diretora-presidente da Cohab, Tereza Elvira Gomes de Oliveira, durante reunião com vereadores da bancada do PT e representantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM).
A Cohab transferiu o problema para o governo do Estado, já que os recursos para implantação de 500 lotes viriam do Fundo Estadual de Meio Ambiente, por meio de um convênio firmado no ano passado. Tereza de Oliveira informou que o repasse da verba, de R$ 1,9 milhão, pelo governo estava previsto para o início deste ano. A liberação do dinheiro, segundo ela, vai depender de gestão dos vereadores do PT junto ao governo do Estado. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente ainda não decidiu o encaminhamento do convênio. A papelada está na Diretoria Financeira do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para análise de procedimentos e acompanhamento técnico.
Tereza de Oliveira disse que reiterou, durante a reunião, a posição da Cohab de atender, prioritariamente, as famílias que estão cadastradas e na fila de espera do órgão. ''Não podemos passar por cima das regras da política habitacional'', acrescentou. No caso desse loteamento, a Cohab não estaria ''furando a fila'', já que o projeto se destina a famílias que estão em situação emergencial.
Os sem-teto desocuparam o prédio do Banestado no final de semana retrasado, atendendo ordem judicial e, até ontem, continuavam alojados em um barracão no Sindicato dos Petroleiros (Sindipretros), no bairro Rebouças, em Curitiba.
O líder do PT na Câmara de Curitiba, vereador Nilton Brandão, disse que a disposição da Cohab em achar uma alternativa para as famílias de sem-teto já foi um importante passo. Segundo ele, ficou acordado, ainda, na reunião de ontem, que será estudada a possibilidade da prefeitura arrumar uma área para as famílias se instalarem, provisoriamente, até que se apresente uma solução definitiva.

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