Novas pesquisas da Unifil, em Londrina, mostram os benefícios do cogumelo do sol e da inulina, uma fibra solúvel com propriedade adoçante, na prevenção do câncer.
A pesquisa sobre o cogumelo do sol foi desenvolvida pelas nutricionistas Carolina Kato Prado e Priscila Lumi Ishii, em co-autoria com a biomédica Mariana de Oliveira Mauro, com orientação do biólogo e professor Rodrigo Juliano Oliveira.
O estudo mostra que o cogumelo do sol melhora a prevenção através de três mecanismos. O primeiro deles é a capacidade da betaglucana, uma fibra presente no alimento, de modificar o pH do intestino, favorecendo o crescimento de bactérias benéficas e dificultando o crescimento de bactérias ''ruins'', que favorecem a ação de substâncias capazes de causar câncer. ''A fibra melhora o ambiente no intestino para que as bactérias 'boas' que já estão lá se multipliquem, sem que seja preciso o uso de produtos probióticos, e as bactérias 'ruins' não sobrevivam'', avalia Oliveira.
Outra ação da fibra é a formação de uma espécie de gel no intestino, que funciona como uma barreira para a entrada de carcinógenos no organismo, fazendo com que sejam liberados pelas fezes. O terceiro mecanismo de prevenção é a melhora do sistema imunológico, o que faz com que sejam eliminadas as células com alterações de DNA, que poderiam determinar o início de um câncer.
Um dos resultados interessantes no estudo é que o próprio cogumelo tem uma certa toxicidade, mas que ele mesmo tem um mecanismo para reverter isso - tanto que reverte danos ao DNA causado por outros agentes, como o DHZ, que atua da mesma forma que outros carginógenos, como alimentos embutidos e alguns medicamentos. Exames de sangue mostraram que houve uma elevação de células monócitos que, ao mudar para outros tecidos, recebem o nome de macrófagos e têm a capacidade de fagocitar substâncias estranhas ou outras células danificadas e que poderiam resultar em câncer.
Feita em camundongos, a pesquisa teve por objetivo comprovar o benefício do alimento na prevenção ao câncer e a lesões do DNA, e na melhora da imunologia. Para a pesquisa foram induzidas lesões pré-neoplásicas no intestino dos camundongos e foram estudados os efeitos da substância antes e depois em comparação a um grupo controle.
Os números mostram que os melhores resultados foram naqueles que receberam o cogumelo como pré-tratamento, antes que as lesões fossem induzidas - estes tiveram redução de 54,6% de câncer. Os resultados, segundo o professor, podem se estender para os humanos.''É um nutracêutico, um alimento que traz benefícios, mas para isso tem que fazer parte do hábito alimentar''. O cogumelo pode ser consumido em pó ou in natura, comprado em feiras livres.

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