Praia Grande, SP, 04 (AE) - Policiais do Comando de Operações Especiais (COE), da Polícia Militar, localizaram, hoje à tarde, três corpos enterrados em uma área de difícil acesso, às margens da Avenida Ayrton Senna da Silva, em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, conhecida como Portinho. Imediatamente, os pais de três jovens desaparecidos desde a Quarta-Feira de Cinzas, na cidade vizinha de São Vicente, foram convocados para comparecer ao Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande para o eventual reconhecimento das vítimas.
Desde o início da manhã, policiais da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), do COE e da Corregedoria da Polícia Militar participavam de buscas na área do Portinho na tentativa de localizar os corpos dos rapazes. Os três sumiram depois que um deles foi espancado por policiais do Regimento da Cavalaria, que vieram reforçar o policiamento da Baixada Santista. Segundo testemunhas, não só o rapaz que apanhou, mas os dois amigos que estavam com ele foram obrigados a entrar em uma perua Blazer da corporação. Desde então, não foram mais vistos.
Um grupo de pessoas teria visto veículos da PM entrar na mata, localizada em frente ao Litoral Plaza Shopping, logo após o sumiço dos rapazes, o que desencadeou as buscas no local. De acordo com o segundo-tenente César Augusto Ferreira Rosa, da Corregedoria da PM, a coincidência das informações, previamente checadas, levou os policiais a ocuparem a mata, que termina em um charco. "Diante das dificuldades de adentrarmos no local, resolvemos pedir o auxílio do COE, que desde as 9 horas da manhã estava executando um rastreamento de toda a área", disse. Um helicóptero águia também vistoriou a região.
Polícia - De acordo com a delegada-adjunta que investica o desaparecimento, Márcia Heloísa Mendonça Ruiz, o DHPP - que desde ontem está presidindo o inquérito, vem realizando uma série de investigações em toda a Baixada Santista. Vários trechos da Serra do Mar, parte do Morro do Xixová e algumas regiões da area continental de São Vicente vêm sendo vistoriados desde a semana passada, sem resultados.
"Toda e qualquer informação é muito útil para nós, razão pela qual apelamos a imprensa para que divulgue o nosso telefone - (011) 230.3342 -, para que a população possa nos ajudar", disse.
Cópias dos depoimentos prestados pelos policiais à Corregedoria da PM estão sendo requisitadas pela delegada Elisabete Sato, que está presidindo o inquérito. A delegada já requisitou exames de DNA dos familiares dos três rapazes para comparar com a mancha de sangue encontrada na traseira da Blazer.

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