Londrina - Já imaginou a Rua Sergipe sem carros, onde os pedestres caminham tranquilos apenas com o propósito de passear e conferir as promoções das lojas? Ou então encontrar as pedras paver ao longo da Rua Maranhão? Para quem passa diariamente pelo quadrilátero central de Londrina sabe que a realidade é bem diferente da descrita. No entanto, isto pode acontecer num futuro não muito distante.
O Código de Posturas, publicado neste mês no Diário Oficial, prevê a expansão do Calçadão de Londrina. O Plano de Reurbanização amplia o passeio público para a Rua Sergipe, entre a Pernambuco e a Minas Gerais; Minas Gerais, entre as ruas Sergipe e Maranhão; Professor João Cândido, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, entre a Sergipe e a Paraná; Maranhão; além das praças Gabriel Martins, Willie Davids, Marechal Floriano Peixoto, XV de Novembro e Jorge Danielides.
O estudo foi apresentado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e aprovado em audiências públicas. A diretriz acompanha aquilo que outros países fazem - priorizar espaços para pedestres ante a expansão automobilística. ''Isso é sinal de desenvolvimento, priorizando a qualidade de vida, caminhar, respirar ar puro, evitar aglomerações de veículos em áreas adensadas'', destacou o arquiteto Eduardo Suzuki.
''Há uma tendência que no futuro os carros deem preferência para os pedestres. Se daqui a oito anos teremos que tomar essa decisão, por que não fazê-la agora? O transporte na região poderia ser feito por vans ou carros elétricos'', salientou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho.
A expansão descrita no Código de Posturas, entretanto, não garante que a obra será feita instantaneamente. A Prefeitura estuda expandir a passeio público para a Rua Maranhão, mas isso não deve ocorrer no último ano da administração Barbosa Neto. ''O prefeito é simpático à diretriz que indica o Calçadão até a Maranhão, seria o sexto trecho, acredito que a população também, embora tenhamos que ouvi-la. Mas descartaria para esse ano'', afirmou o secretário de Governo, Marco Cito.
O Ippul aponta que a molde empregado será o mesmo dos outros trechos do Calçadão, com piso paver, floreiras, bancos e nova iluminação. ''A gente só lamenta a perda a memória, da história do Calçadão. A desenho antigo era uma identidade da cidade'', comentou Suzuki.
Comerciantes da Rua Maranhão divergem sobre a polêmica. ''Seria bom porque aumentaria o fluxo de pedestres em frente as lojas e valorizaria nossos imóveis'', afirmou o vendedor Lincoln Taniguti. ''Teria que fechar meu estacionamento'', reclamou o empresário Paulo Ilkiu Nozi.

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