Codapar requer Eadi para Foz
Com o decreto autorizando as Estações de Fronteira (EAF) a se transformarem automaticamente em Estações Aduaneiras de Fronteira (Eadis), desde que atendam as exigências de estocagem de mercadorias, os exportadores de Foz do Iguaçu voltam a sonhar com a transformação do entreposto aduaneiro em Eadi. Na semana passada, a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), que opera a EAF de Foz do Iguaçu, protocolou documentos na Receita Federal pedindo a transformação.
As vantagens esperadas pelos 400 empresas de Foz do Iguaçu com a Eadi são, principalmente, a classificação como exportadora de primeira classe, como a própria indústria, fazendo com que importadores deixem de procurar as fábricas. Outra vantagem é escapar das taxas alfandegárias embutidas nos preços das mercadorias que não são negociadas no prazo permitido pela EAF.
No atual mecanismo de desembaraço de cargas, a suspensão das taxas alfandegárias é de seis meses e, com a EADI, esses tributos ficam suspensos por até três anos. Os exportadores acreditam que com o novo mecanismo pode se conseguir a suspensão de impostos de importação, que pode transformar a cidade num show-room de produtos de todo o mundo e concorrer com eletroeletrônicos e bebidas vendidos em Ciudad del Este, no Paraguai.
As EADIs trazem também a opção pelo drawback, que permite que matéria-prima - como a soja por exemplo - entre no Brasil e após da industrialização, volte ao país de origem como óleo ou farelo pagamento de nenhum imposto.
A Codapar já iniciou as obras de ampliação do pátio da EAF para 94 mil metros quadrados e a aquisição de câmaras frias para estocagem de produtos congelados, dois requisitos principais para a mudança.





