Brasília, 12 (AE) - A Coca-Cola aderiu hoje ao Programa de Alfabetização Solidária e vai colaborar na alfabetização de dez mil jovens e adultos em 40 novos municípios do Norte e Nordeste do País. "Esse é um indicador de que a parceria entre empresas e o governo é possível e está ampliando", disse a primeira-dama, Ruth Cardoso, presidente do Programa Comunidade Solidária, hoje, na solenidade que formalizou a criação do Instituto Coca-Cola para a Educação no Brasil. A empresa doará R$ 1 milhão para o Comunidade Solidária para o atendimento dos jovens.
O programa já atingiu 581 municípios. A intenção do governo é atender a 800 municípios em locais com altas taxas de analfabetismo. Segundo o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, para isso seria necessário a parceria com o setor privado para obtenção de mais R$ 5 milhões. "Eu desafio alguma empresa brasileira a bater o recorde, a superar a Coca-Cola", disse Paulo Renato. Até agora, a Votorantim tem sido a recordista, apoiando 13 municípios. De acordo com o presidente Mundial da Coca-Cola, Douglas Ivester, o instituto unificará os programas sociais no Brasil com foco principal na educação.
O Alfabetização Solidária foi implementado há dois anos, com o objetivo de reduzir o analfabetismo entre pessoas de 12 aos 18 anos de idade. Além do governo e do setor privado, as universidades participam formando os alfabetizadores. O custo por aluno é de R$ 34,00 por mês, sendo metade do valor custeado pelo MEC, que também fornece o material pedagógico. De acordo com dados do ministério, até o final de 1998, mais de 270 mil alunos haviam iniciado os estudos. Neste semestre, outros 200 mil estão inscritos. Para este ano, a meta é ampliar o programa, oferecendo cursos supletivos e profissionalizantes.

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