Coca-Cola terá usina de co-geração elétrica em Jundiaí
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de dezembro de 1999
Por Ivan Marcos Machado 
Jundiaí, SP, 09 (AE) - A fábrica da Coca-Cola de Jundiaí será a primeira na América Latina a contar com uma usina de co-geração elétrica dentro da própria unidade de produção de refrigerantes. Os investimentos são da ordem de US$ 25 milhões. A previsão para inauguração é janeiro do ano 2000. A empresa espera economizar US$ 2,5 milhões e terá autonomia com o fornecimento de energia elétrica, nitrogênio e gás carbônico.
Além dos benefícios econômicos e estratégicos, o uso do gás natural contribuirá para a proteção ambiental. O complexo industrial de Jundiaí será o segundo do sistema Coca-Cola no mundo a abrigar uma unidade de co-geração de energia - nome do processo de produção combinada de energia elétrica e térmica, a partir de um único combustível.
O empreendimento é do consórcio Messer Griesheim e Cogerar, vencedor de concorrência. Ele exigirá recursos da ordem de US$ 25 milhões. A Panamco Brasil não terá custos com a instalação. Apenas pagará pelos insumos consumidos na fábrica. A previsão é de que em janeiro a unidade esteja operando e a empresa deverá economizar anualmente cerca de US$ 2,5 milhões, se comparado aos custos do sistema convencional elétrico e de produção de utilidades e compra de gás carbônico (CO2).
A Panamco Brasil informa que utilizará como combustível o gás natural que será distribuído pela Comgás por meio de um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia, ainda em construção. O gás natural será o combustível utilizado por um conjunto de motores que, associados a equipamentos de absorção e a uma planta de gás carbônico (CO2), formarão uma UGPU - Unidade Geral de Produção de Utilidades.
Entre outros insumos, a UGPU produzirá vapor, ar comprimido, água gelada, água quente e gás carbônico (CO2). A partir desta UGPU também será fornecido o nitrogênio (N2). "A unidade está dimensionada para a produção de 8,2 megawatts/hora e 80 toneladas diárias de gás carbônico.
As quantidades que excederem as necessidades de Jundiaí poderão ser utilizadas pelas fábricas de Cosmópolis e Mogi das Cruzes", explica João Luiz Costa, vice-presidente industrial da Panamco Brasil.


