Jundiaí, 15 (AE) - Os 500 trabalhadores da produção da fábrica da Coca-Cola em Jundiaí, interior de São Paulo, suspenderam a greve que durou cinco dias. Eles pediam o retorno ao trabalho de 67 companheiros demitidos na última terça-feira. Uma manifestação grande estava programada para a porta da fábrica, com as presenças de vários sindicatos do Estado. Na manhã de ontem a empresa comunicou ao Sindicato dos Alimentícios que aceitava um acordo. Até então, as reuniões mediadas pelo Ministério do Trabalho não tinham surtido qualquer efeito.
A Panamco Brasil, responsável pelo engarrafamento de Coca-Cola, havia informado que os 67 demitidos seriam substituídos, atendendo novas exigências do mercado. Seu quadro de funcionários, com mil trabalhadores, não sofreria alteração. Porém, os 500 trabalhadores da produção resolveram paralisar as atividades na quarta-feira, contra as demissões.
Pelo acordo com a Coca-Cola, as 67 demissões foram suspensas pelo prazo de 15 dias. Nesse período haverá um programa de demissão voluntária. Os demais trabalhadores que permanecerem na fábrica terão estabilidade no emprego durante seis meses. O Sindicato ainda vai discutir com a Panamco-Brasil outras propostas. O presidente dos Alimentícios, Gerson Sartori, explicou que a produção da Coca-Cola é altíssima e a paralisação poderia comprometer a distribuição ao mercado. O "sucesso" do movimento se deve a "união da categoria, que não cedeu às pressões", disse o sindicalista, que recebeu vários apoios, como Antônio Carlos Spis, dos Petroleiros e Vicente Paula Silva, o Vicentinho, da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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