Coca-Cola corta 20% do preço para não perder mercado
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segunda-feira, 12 de abril de 1999
Por Edilson Coelho 
São Paulo, 13 (AE) - A Panamco/Spal, maior engarrafadora do sistemaCoca-Cola do País, com produção anual de 1,2 bilhão de litros, está disposta a ampliar sua participação nos eStados onde atua - São Paulo e Mato Grosso. Para isso, a empresa pretende empreender uma agressiva campanha, que inclui a redução do preço do refrigerante Coca-Cola em 20%, para R$ 1,39.
Produtos com outros sabores - laranja, uva, guaraná - deverão ficar com os preços em torno de R$ 1,20. "Se não acompanharmos a real situação do consumidor, vamos acabar perdendo mercado", afirma o vice-presidente de Marketing, Luis Magalhanes. Somente a água mineral Crystal não terá seu preço alterado.
Essa estratégia está sendo desenvolvida pela Panamco para tentar recuperar as vendas, que tiveram queda no primeiro trimestre. A empresa não pretende disputar mercado com as indústrias de refrigerantes regionais - ou populares. "É impossível brigar com eles, pois seus preços são muito baixos", reconhece o vice-presidente.
Para enfrentar marcas como Dolly, Glacial, Xereta, Bacana, Grapette, Alvorada, Schincariol e Baré (Antarctica), é necessário ter preço para poder vender uma garrafa de 2 litros de PET por R$ 0,59, R$ 0,62 ou R$ 0,82. Boa parte dos consumidores hoje está comprando produtos com preços mais acessíveis.
O segmento de refrigerantes regionais é o que mais tem crescido nos últimos cinco anos, e já é responsável por 30% das vendas totais do mercado. "A Antarctica não vai perseguir os preços da concorrência sob o risco de comprometer os resultados", afirma o diretor regional da empresa, Knut Hulsmann.


