Cobrança de pedágio em vias federais é adiada no Paraná
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segunda-feira, 04 de agosto de 2008
André Amorim<br> Equipe da Folha 
Londrina- Prevista para entrar em vigor no próximo dia 15, a cobrança de pedágio nos trechos das rodovias federais, privatizadas em outubro de 2007, deverá ser retardada no Paraná.
Segundo a assessoria da OHL, empresa espanhola vencedora do leilão de privatização, o atraso se deve ao fato das praças de cobrança ainda não estarem prontas. A conclusão das obras esbarra em questões legais ligadas à desapropriação das áreas onde serão construídas.
De acordo com o contrato de concessão, assinado em fevereiro desse ano, as concessionárias que administram os trechos concedidos poderiam começar a cobrar a tarifa a partir deste mês, após o término das obras iniciais (roçada, tapa buraco, fresagem e recuperação de pontes e da sinalização vertical e horizontal). Mas o decreto presidencial determinando que as áreas às margens das rodovias pedagiadas - onde serão construídas as praças de cobrança - sejam consideradas ''de utilidade pública para fins de desapropriação'' só foi assinado dia 15 de julho.
A Autopista Litoral Sul, concessionária constituída pela OHL para administrar o trecho de 382 quilômetros que liga Curitiba à Florianópolis (SC), terá cinco praças. Destas, apenas uma, localizada em Garuva (SC), no KM 1,3 da BR-101, está em construção. As demais aguardam o desfecho dos problemas relativos à desapropriação das áreas.
A Autopista Planalto Sul, que administra o trecho de 412 quilômetros entre Curitiba e a divisa de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, também terá cinco praças (duas no Paraná e três em Santa Catarina), mas nenhuma está em fase de construção até o momento.
Apesar desse atraso, os Serviços de Atendimento ao Usuário (SAU) já devem começar a funcionar a partir do próximo dia 15. A Autopista Litoral Sul terá oito postos de atendimento equipados com ambulâncias, guinchos e veículos de inspeção. A Autopista Planalto Sul terá nove postos.


