Curitiba - O anúncio da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) de que começará a cobrar o uso dos estacionamentos do campus de Curitiba ainda neste semestre causou indignação entre os alunos. Segundo o comunicado da reitoria, os locais serão administrados por uma empresa especializada, referência no mercado. "A universidade optou por essa medida com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço prestado, atendendo a pedidos da comunidade acadêmica", disse, em nota. O Diretório Central dos Estudantes (DCE), contudo, classificou a medida como injusta e marcou uma plenária hoje, às 14 horas, para discutir que providências tomar.
Conforme a PUC-PR, a terceirização do serviço será acompanhada de uma série de melhorias, como a instalação de novas câmeras de monitoramento, o aumento do número de profissionais envolvidos nas funções de orientação de tráfego, controle de portões e ronda e a disponibilização de um aplicativo no celular para indicar o número de vagas disponíveis. A contratada também se comprometerá a oferecer guincho, troca de pneus, chaveiro, assistência mecânica e recarga de bateria aos frequentadores. A instituição não soube precisar quando começará a cobrança, dizendo apenas que as novas regras de funcionamento serão informadas com antecedência.
"Essa mudança representa a continuidade de uma série de medidas que a universidade vem adotando com foco na mobilidade, como instalação de novos bicicletários, ampliação da estação tubo em frente ao campus e criação de áreas de embarque e desembarque e parada de vans. A reitoria recebeu representantes do DCE para conversar sobre a mudança e está aberta a comentários e sugestões", completou o comunicado. Os docentes e demais colaboradores serão isentos do pagamento e terão uma área exclusiva.
Também por meio de nota, o DCE chamou as declarações da PUC-PR de mentirosas. "A instituição teve a audácia de dizer que está aberta a comentários e sugestões, porém, pouco tempo após a publicação da nota, o presidente do DCE (na tentativa de comunicação com a reitoria) foi barrado por nada menos que cinco seguranças na entrada do bloco administrativo, mesmo tendo posse de sua carteirinha de estudante. Fica clara, mais uma vez, a postura covarde por parte da instituição", rebateu.

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