Cobrador mata dois passageiros a tiros dentro de ônibus em SP
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quinta-feira, 10 de junho de 1999
Por Andréa Portella 
São Paulo, 11 (AE) - Dois passageiros foram assassinados pelo cobrador de um ônibus clandestino, no Jardim São Luiz, na zona sul de São Paulo. Os crimes ocorreram ontem (10) à noite , depois de uma discussão entre as vítimas e o funcionário da empresa Coopertasma. Foram mortos o pedreiro João Marques, de 41 anos, e Paulo Luís dos Santos Neto, de 19 anos. Eles chegaram a ser socorridos no Hospital Campo Limpo, em Itapecerica da Serra.
De acordo com o motorista do ônibus, Dario Rodrigues Barbosa, a confusão começou quando um grupo de passageiros entrou no veículo, num ponto da Marginal do Tietê. O ônibus faz a linha Chácara Santa Maria-Parque Primavera. Um dos passageiros teria discutido com o cobrador Domingos Pereira Faria, chamando-o de "folgado". Esse mesmo passageiro,irritado, teria dado um soco no caixa.
No final da discussão um outro passageiro apresentou-se como policial. Faria sacou uma arma e deu um tiro no passageiro. Então o cobrador foi até Barbosa e determinou que ele dirigisse com as portas fechadas, sem parar em nenhum ponto.
Ameaças - O motorista contou à polícia que obedeceu, embora muitos passageiros pedissem para descer do veículo. Segundo Barbosa, Faria os ameaçava, dizendo que eles iriam se arrepender. Barbosa conduziu o carro por mais cinco quilômetros, até o bairro de Piraporinha, quando houve nova insistência por parte de um grupo de passageiros. Como Faria continuava fazendo ameaças, o motorista não parou.
Mais adiante, quando o ônibus estava em frente do Cemitério São Luiz, Faria pediu para Barbosa parar o carro e abrir a porta, disparou dois tiros contra o passageiro que o havia chamado de "folgado" e saiu correndo. Os passageiros insistiram para que o motorista continuasse dirigindo, com medo de que o cobrador voltase a atirar. Um pouco depois, todos desceram do carro.
Os policiais do 92.º Distrito Policial não confirmaram qual dos passageiros teria se identificado como policial e morrido primeiro. A arma do crimeainda não foi identificada, mas acredita-se que seja um revólver, possivelmente de calibre 38.


