Coamo polui canal que desemboca na Baía de Paranaguá
Uma falha no manuseio de tambores da Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), segundo a própria cooperativa, causou o vazamento de 200 litros de óleo diesel no Canal Sabiá, que desemboca na Baía de Paranaguá. O vazamento aconteceu no final da manhã de ontem e ameaça contaminar a baía. A Defesa Civil foi acionada e cerca de 20 homens trabalharam no local para conter o vazamento. O acidente aconteceu a 35 quilômetros de onde o duto da Petrobras se rompeu, na Serra do Mar.
Doze barreiras de contenção que estavam sendo utilizadas pela Petrobras foram levadas para Paranaguá para impedir que o óleo derramado pela Coamo atingisse a baía. O capitão Luiz Henrique Pombo Nascimento, da Defesa Civil, descartou a hipótese de contaminação, mas o IAP informou que o óleo atingiu a baía. Nascimento esclareceu que a maré estava subindo e ajudou a conter o vazamento. Além das barreiras de contenção, um caminhão estava sendo utilizado para sugar o óleo do canal.
O gerente industrial da Coamo, Airton Galinari, disse que essa foi a primeira vez que um acidente desse tipo aconteceu na empresa. Galinari explicou que o óleo diesel é usado para aquecer as caldeiras e estava armazenado em dois tambores. Quando um funcionário foi fazer a manutenção dos tambores o flange (peça que faz a conexão dos tambores) se rompeu, explicou. O óleo atingiu o canal pela tubulação de água.
Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estiveram no local para avaliar a situação. A Coamo foi notificada e dentro de quinze dias o IAP deverá divulgar laudo técnico sobre o acidente. Segundo os técnicos do IAP, apesar de pequeno porte, o acidente é passível de multa, já que o óleo é poluente.
A empresa deve se manifestar apenas quando o IAP divulgar o valor da multa. A Coamo é uma das maiores cooperativas da América Latina e tem sede em Campo Mourão (Centro-Oeste do Estado). Somente no ano passado, a receita global da empresa alcançou R$ 1,2 bilhão.





