Brasília, DF - O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou na reunião de ontem a construção da usina de Angra 3. A obra demandará investimentos da ordem de R$ 7,2 bilhões. A usina terá capacidade para gerar 1.369 MW e deve ser construída em seis anos.
De acordo com o presidente da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, que participou da reunião, apenas o Ministério do Meio Ambiente votou contra a construção. Outros oito ministérios, entre eles o de Minas e Energia, foram favoráveis, além de Ciência e Tecnologia, Fazenda, Desenvolvimento e Casa Civil.
A decisão final, agora, é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já se mostrou favorável à construção. Segundo Lula, Angra 3 vai garantir energia a partir de 2012.
Recentemente, Lula elogiou a tecnologia brasileira no setor e disse que não há risco de acidentes. ''É uma energia limpa. Não polui. Não emite CO2. Portanto, não contribui para o efeito estufa'', disse ele. Lula ressaltou ainda que o Brasil precisa de energia para atrair investimentos e crescer.
Ontem, representantes do Greenpeace fizeram manifestação contra a obra. O coordenador da campanha de energia nuclear do Greenpeace, Guilherme Leonardi, disse que o governo deveria investir em outras fontes de energia, como eólica e solar. ''A energia nuclear é suja, perigosa e ultrapassada. Podemos gerar muito mais energia se investirmos os R$ 7 bilhões em energia eólica e eficiência energética'', afirmou.
Representantes dos moradores da região de Angra 3 também fazem movimentação, mas pela construção da usina nuclear. Para eles, a usina trará empregos e desenvolvimento para a região. ''Convivemos há 40 anos com usinas nucleares e sabemos que são totalmente seguras', disse Antonio Cordeiro, coordenador do movimento pró-Angra 3.

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