Campinas, SP, 10 (AE) - A Confederação Nacional da Indústria, CNI, anunciou hoje os seis ganhadores do Prêmio CNI de Ecologia, edição 1999. Os vencedores são: a Petrobrás Distribuidora S/A, categoria Qualidade do Ar; Sadia S/A, Proteção aos Recursos Hídricos; Alunorte, Gerenciamento de Resíduos Sólidos; AGCO do Brasil, Conservação dos Insumos de Produção; OPP Petroquímica, Educação Ambiental, e Coopac, Cooperativa Agropecuária de Cantagalo, Qualidade de Pequena Empresa.
Os prêmios serão entregues durante a semana do meio ambiente, em junho, em Brasília. Quarenta e nove empresas foram pré-selecionadas. Indústrias e corporações que já tiveram muitos problemas ambientais estão entre os premiados deste ano, reconhecidas pelo esforço em incorporar a gestão ambiental a seus processos produtivos e não se limitarem a atender apenas a legislação.
Na categoria Qualidade do Ar, a Petrobrás Distribuidora S/A, com sede no Rio de Janeiro, venceu com seu Programa Siga Bem, de orientação a caminhoneiros e montagem de uma rede de atendimento em postos de abastecimento para avaliar consumo de combustível, emissões de poluentes e fazer as regulagens de motor necessárias. Os 13 postos de atendimento implantados em 1998 - a um custo de 80 mil reais cada - atenderam 29 mil caminhões, gerando economia de diesel e redução nas emissões de fumaça negra, gás carbônico, monóxido de carbono, óxidos de enxofre e de nitrogênio.
O prêmio de Proteção aos Recursos Hídricos é da Sadia S/A, com sede em Santa Catarina, pela implantação de um projeto de redução no uso de água no beneficiamento de frangos e consequente redução da descarga de águas servidas, com poluentes orgânicos. A redução na descarga de óleos e graxas nos efluentes líquidos foi da ordem de 30% e o reaproveitamento das vísceras chegou a 100%, eliminando-se este tipo de descarte. O retorno obtido com as mudanças é de 427 mil dólares anuais.
Alunorte, mineração e indústria do Pará, venceu a categoria Gerenciamento de Resíduos Sólidos por ter criado uma unidade de produção de cerâmica para destinação da lama vermelha
principal resíduo da extração e beneficiamento do óxido de alumínio. Em vez de acumular 170 mil toneladas por ano de lama vermelha, a indústria transformou o rejeito em matéria-prima.
A AGCO do Brasil, indústria do setor mecânico, com sede no Rio Grande do Sul, destacou-se na categoria Conservação dos Insumos de Produção. Seu projeto de implantação de tecnologias limpas - de custo inferior a 2 mil reais - gerou benefícios econômicos de 100 mil reais/ano, diminiu a geração de resíduos e reduziu desperdícios.
O prêmio de Educação Ambiental foi para a OPP Petroquímica, da Bahia, pelo trabalho de conscientização sobre a limpeza das praias e reciclagem do plástico entre funcionários e 9.500 crianças de comunidades vizinhas à indústria, que produz plástico.
Na qualidade de pequena empresa, a premiada foi a Coopac
Cooperativa Agropecuária de Cantagalo, do Rio de Janeiro. Através de uma parceira com universidades, laticínios cooperados e agências de fomento, a Coopac reduziu em 41% seu consumo de água por litro de leite produzido; reduziu em 75% a carga orgânica de efluentes; aumentou 28% a eficiência energética e desenvolveu ampla política interna de gerenciamento ambiental.
Recebeu menção honrosa a Klabin Papel e Celulose, do Paraná, por seu projeto de recuperação de flora e fauna nas reservas florestais, aliada a educação ambiental.

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