CNI faz acordo com Opas para reduzir acidentes de trabalho
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quarta-feira, 27 de janeiro de 1999
Por Gabriela Scheinberg, especial para a AE 
Brasília, 27 (AE) - A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) assinou hoje um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que vai ajudar a identificar os problemas de saúde nas indústrias e verificar a qualidade do ambiente de trabalho das empresas. "O objetivo é reduzir o número de acidentes de trabalho", disse Vitor Gomes Pinto, coordenador do Serviço Social da Indústria (Sesi).
O acordo de certificação de indústrias saudáveis pretende prevenir doenças e melhorar o ambiente de trabalho dos funcionários das indústrias do País. "Estamos fazendo uma inversão na forma tradicional de tratar saúde", disse Pinto. Esse acordo é semelhante a outros dois firmados entre o Sesi e o Ministério da Saúde e com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. A intenção é melhorar a qualidade de vida dos 6,5 milhões de trabalhadores das indústrias nacionais.
O detalhamento do projeto e a definição da verba necessária para o programa serão definidos depois. A Opas será responsável pela parte técnica do acordo, cedendo consultores para palestras. "Nossos consultores vão dar informações para tornar o ambiente de trabalho um espaço saudável", afirmou Jacobo Finkelman, representante da Opas no Brasil. Gomes Pinto espera que o projeto esteja implementado ainda este ano.
Secretários - Em reunião ontem (26) do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) o Sistema Único de Saúde (SUS) foi reavaliado e discutidos novos projetos para melhorar a qualidade do atendimento à saúde no setor público. Um deles é um programa de prevenção a doenças.
O coordenador do Conass, Francisco Lopes, disse que as decisões da reunião são apenas indicativos do que deverá ser feito este ano, pois o ministro da Saúde, José Serra, ainda precisa avaliar os projetos. Segundo Lopes, os secretários estaduais estudam formas de atuar de maneira mais objetiva. Durante o encontro foi redigida uma carta de compromisso entre os secretários e o Ministério da Saúde. Lopes disse que ainda falta "a implementação integral do sistema, pois o SUS tem apenas 10 anos".


