CNI: empresários estão pessimistas com primeiro semestre
São Paulo, 9 (AE) - Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em mais de 600 indústrias de 18 Estados mostrou que os empresários continuavam, no final de 98, pessimistas quanto ao futuro da economia brasileira, em especial nos seis primeiros meses deste ano. Foi verificada, no entanto, uma redução no pessimismo em relação ao final do terceiro trimestre de 98. Esta é uma das principais conclusões da Sondagem Industrial CNI que também foi divulgada hoje.
O trabalho, que teve a coordenação técnica da Unidade de Política Econômica (PEC), constatou que, em parte, essa melhora nas expectativas do empresariado seria esperada em razão do aumento sazonal das vendas de Natal que neste ano, mais uma vez, surpreenderam os mais pessimistas. Segundo constatou a sondagem, os indicadores de nível de atividade continuam a sinalizar uma evolução negativa, tendência esta que não foi revertida pelas vendas de final de ano.
"De fato, o número de empresas com redução no nível de atividade foi cada vez maior durante o ano de 1998. O mesmo é verdade com relação à situação financeira das empresas industriais que, independente do porte da empresa, vem se deteriorando desde o início da pesquisa, no segundo trimestre do ano passado", informa o documento.
Entre os pequenos e médios empresários, que já haviam demonstrado, na média, uma visão otimista quanto ao desempenho futuro de suas empresas na Sondagem do terceiro trimestre de 98, esse conceito foi reafirmado no final do ano passado.
Entre os industriais consultados, 47% estavam otimistas, enquanto apenas 28% mostravam-se pessimistas. Quanto aos grandes empresários, 66% estavam pessimistas a respeito do comportamento da economia nos primeiros seis meses deste ano.
O documento ressalta que a forte mudança no cenário econômico provocada pela flexibilização da política cambial e a consequente desvalorização do real, gerou mudanças significativas quanto às expectativas dos empresários.
Atualmente, o alto grau de incerteza quanto à evolução da economia brasileira inviabiliza qualquer tentativa de se utilizar as expectativas formadas em dezembro de 1998 como um indicador de antecedência.





