CNI debate indústria no século XXI
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terça-feira, 16 de março de 1999
por Gecy Belmonte 
Brasília, 17 (AE) - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está preocupada com os desafios que a indústria terá que enfrentar no início do próximo milênio, bem como com o papel que o setor irá desempenhar no crescimento econômico. Em razão disso
a entidade resolveu promover uma ampla discussão sobre esses dois temas nos dias 23 e 24 deste mês, reunindo os maiores especialistas nacionais e internacionais no assunto durante o seminário "O Futuro da Indústria no início do Século XXI".
O evento será aberto pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e terá a participação de importantes estudiosos e empresários nacionais e estrangeiros. Entre estes, estarão o professor da Universidade de Harvard, David Landes, autor do livro "Riqueza e Pobreza das Nações"; o empresário sueco Percy Barnevik, chairman da ABB Asea Brown Boveri Ltd; o professor da Universidade de Cambridge, Robert Rowrhorn, especialista em pesquisas referentes à desemprego e desigualdade; o professor do MIT Sloan School of Management, Richard M. Locke, especialista em relações de trabalho.
Conforme a assessoria de comunicação da CNI, também estarão participando do seminário o diretor-adjunto da Divisão de Indústria da OECD, especialista em política industrial e tecnológica, Thomas Anderson; o economista do Banco Mundial (BIRD) responsável pelo relatório anual da instituição, Carl Dahlman; o economista Gary Clyde Hufbauer, do Instituto of International Economics; e o chefe da Unidade de Desenvolvimento Industrial e Tecnológica da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Wilson Peres. Entre os debatedores brasileiros estarão o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer; o economista e deputado Delfim Neto (PPB/SP); professor de economia da USP, Eduardo Gianetti; os economistas Regis Bonelli e Antonio Barros Castro; os prefessores Leôncio Martins Rodrigues e José Pastore; o secretário de Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia, Arthur Barrionuevo; o empresário Jorge Gerdau Johanpeter; e o economista e consultor do Banco Mundial, Cláudio Frischtak.
Com a realização do seminário, a CNI quer estimular a discussão sobre temas que considera essenciais, como identificação dos limites e das possibilidades para estruturação de uma política industrial no país. Também está interessada em analisar o papel da indústria como elemento-chave do processo de desenvolvimento econômico, incluindo seu relacionamento com o setor de serviços, importância da capacitação tecnológica e dos sistemas de organização do trabalho.
A programação do seminário para o dia 23 de março prevê a discussão de três grandes temas: como as nações se desenvolvem - desenvolvimento e convergência econômica, que terá como debatedores os economistas Delfim Neto e Eduardo Gianetti; porque a indústria é importante - o futuro da indústria na estrutura econômica e no emprego, cujos conferencistas serão Robert Rowthorn e Thomas Anderson, e debatedores Regis Bonelli e Antonio Barros de Castro; o que é a questão tecnológica para a indústria, que terá como conferencista Carl Darhlman, e como debatedores Décio Silva e Arthur Barrionuevo. No dia 24 de março serão realizados três painéis: qual a nova empresa que está surgindo - a empresa globalizada, cujo conferencista será Percy Barnevik, e debatedores Jorge Gerdau Johanpeter e Guilherme Leal; a organização do trabalho e o novo trabalhador, cujo conferencista será Richard Locke e debatedores José Pastore, Leoncio Martins Rodrigues, e Sérgio Fogel. Por último será realizado o painel política industrial em um mundo global - restrições e possibilidades, que terá como conferencistas Gary Clyde Hufbauer e Wilson Peres, e debatedores Claúdio Frischtak e o ministro Celso Lafer.


