Rio, 19 (AE) - A meta de US$ 11 bilhões de superávit comercial neste ano pode ser prejudicada por uma série de dificuldades, afirma a edição de fevereiro do boletim "Comércio Exterior em Perspectiva", divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O primeiro obstáculo para se atingir a meta é a projeção do crescimento em torno de 2% da economia mundial neste ano, 0,2 ponto percentual menor do que a do ano passado. Além disso, as cotações no mercado internacional das commodities, com peso relevante nas exportações brasileiras, devem manter-se deprimidas. Outro problema citado pela CNI é a lentidão na recuperação das linhas de crédito externo este ano.
Segundo a CNI, o acordo do governo brasileiro com o FMI também prevê mudanças de alguns instrumentos que acabam afetando negativamente a competitividade externa dos produtos brasileiros. Um exemplo citado no estdo é a suspensão, entre abril e dezembro, do uso do crédito presumido do IPI como ressarcimento da cobrança do Cofins e do PIS/PASEP, ao longo da cadeia produtiva dos bens exportados. Outro é a limitação do Proex apenas para produtos de longo ciclo de produção. Os técnicos da CNI alertam que a revogação parcial ou total da Lei Kandir, sugerida por governadores, seria um retrocesso.

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