Além dos cadastrados e assistidos nos últimos dez anos, pelo menos mais 70 pessoas foram atingidas pelo Césio-137. O reconhecimento destas outras contaminações aconteceu de maneira silenciosa, em junho deste ano, quando a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) enviou a lista com os nomes das novas vítimas do acidente à Fundação Leide das Neves Ferreira (Funleide), criada para cuidar das vítimas do acidente. A médica oncologista Maria Paula Curado, da Funleide, confirmou ontem o diagnóstico recente de mais três casos de câncer e disse que ‘‘a fase mais crítica’’ em termos de neoplasias malignas está começando agora.
Na nova relação, segundo Maria Paula, não há nomes desconhecidos dos médicos. ‘‘São pessoas que nos últimos anos reclamavam por assistência e não recebiam ou eram ignoradas’’, disse na Conferência Internacional sobre o Acidente Radiológica de Goiânia - 10 anos depois. Os três novos casos de câncer são em dois homens e uma mulher. Os novos casos e os diagnósticos de câncer indicam que a contabilidade das vítimas ainda é desconhecida.

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