As instituições de ensino superior terão maior liberdade para elaborar os currículos dos cursos de graduação. O Conselho Nacional de Educação (CNE) determinará diretrizes mínimas, mas a idéia é de que pelo menos 50% da carga horária seja definida pelas próprias escolas. Alguns cursos onde a discussão já está adiantada poderão adotar ainda este ano o novo sistema, entre eles Farmácia e Pedagogia.
As universidades e centros universitários já têm autonomia para fixação dos currículos e, para elas, as diretrizes básicas cumprirão papel orientador. Mas terão de ser obrigatoriamente cumpridas pelas demais instituições de ensino superior. A intenção do CNE é ‘‘enxugar’’ o currículo atual e reduzir ou, no máximo, manter o tempo de duração do curso.
O objetivo, segundo o presidente da Câmara de Ensino Superior, Éfrem Maranhão, é substituir o atual currículo mínimo adotado por todas as instituições. ‘‘Criado para facilitar transferências de alunos e uniformizar os cursos, ele acabou com excessos de disciplinas obrigatórias e se mostrou pouco eficiente’’.
Atendendo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), os integrantes da Câmara de Ensino Superior estão reunidos até amanhã para aprovar o parecer sobre as diretrizes curriculares mínimas.

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