CND marca para o 2º semestre venda de 3 geradoras de energia
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quinta-feira, 28 de janeiro de 1999
Por José Gomes 
Brasília, 28 (AE) - O Conselho Nacional de Desestatização decidiu hoje que o sistema de geração das empresas Furnas, Chesf e Eletronorte começará a ser privatizado no início do segundo semestre deste ano. O presidente do BNDES, José Pio Borges, estima que o governo poderá arrecadar cerca de R$ 8 bilhäes com a venda das açäes, sem incluir as dívidas que serão transferidas para o comprador.
Furnas será dividida em três empresas, sendo uma de transmissão, que continuará estatal. As duas de geração terão capacidade de produção de 5.570 Mw e 4.633Mw, respectivamente. A empresa tem uma dívida com a Eletrobrás de R$ 300 milhäes. A Chesf será dividida em uma empresa de transmissão, também estatal, e três de geração, com capacidades de 4.628 Mw, 4.574 Mw e 1.500 Mw, respectivamente.
A Eletronorte será dividida inicialmente em duas empresas: uma de transmissão e uma de geração, incluindo as usinas de Tucuruí e São Luís, que somam 4.116 Mw. Para iniciar a privatização das empresas do sistema de geração de energia da Eletrobrás no início do segundo semestre, o governo pretende realizar as divisäes de Furnas, Chesf e Eletronorte até o dia 30 de março. Em seguida, deverá ser feita a divisão das empresas da Eletrobrás, o que deverá ocorrer até dia 28 de maio.
Com essa última operação, as empresas divididas se desvinculam da Eletrobrás e passam a ser subordinadas diretamente ao Tesouro Nacional, que poderá receber os recursos sem a intermediação da Eletrobrás.
O plano do governo é de vender, em leilão, um bloco de 50,1% das açäes ordinárias das empresas, o que representa 40% do capital total, e pulverizar o restante. Atualmente, 30% do capital da Eletrobrás - e portanto dessas empresas - encontram-se em mãos do mercado, sendo 10% sob a forma de açäes preferenciais e 20% sob a forma de açäes ordinárias. O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, garante que a Eletrobrás não herdará dívidas dessas empresas após a privatização.
Ele lembra que a Gerasul foi vendida por R$ 945 milhäes, mas a Eletrobrás livrou-se de uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão, o que resultou num ganho líquido com a privatização de quase R$ 2 bilhäes.


