CND aprova plano de seguridade para viabilizar privatização de Furnas
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segunda-feira, 21 de junho de 1999
Por Gustavo Paul 
Brasília, 22 (AE) - O Conselho Nacional de Desestatização (CND) aprovou hoje a criação de um novo plano de seguridade para os funcionários de Furnas, que tem como objetivo dar equilíbrio financeiro às contas da Fundação Real Grandeza, o fundo de pensão da estatal. O CND também recebeu formalmente o estudo das empresas de consultoria que comprovam o déficit de R$ 1,2 bilhão nas contas da Fundação, passivo que deverá ser coberto nos próximos anos pela Eletrobrás.
A definição do futuro do Fundo de Pensão de Furnas é considerada fundamental para viabilizar a privatização da estatal. Para o investidor é importante ter claro qual será a contrapartida da empresa para a aposentadoria dos funcionários e quem irá arcar com o déficit acumulado. "Daqui para frente a empresa sai com um plano de seguridade equilibrado", disse o presidente Eletrobrás, Firmino Sampaio. No dia 28 de maio estará concluído o balanço financeiro de Furnas relativo ao mês de maio. A meta do governo é tentar realizar na segunda quinzena de julho a Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da estatal que decidirá pela cisão em duas empresas de geração e uma de transmissão. O presidente da Eletrobrás, adiantou que ainda existe a possibilidade de privatizar Furnas este ano, entre os meses de novembro e dezembro.
Com o novo Plano de Contribuição Definida, por meio do qual o funcionário pagará mensalmente o suficiente para ter uma remuneração já pré-determinada, o déficit da Fundação Real Grandeza poderá ser reduzido. De acordo com o presidente da Eletrobrás, um estudo atuarial feito por uma empresa de consultoria aponta que, com as contribuições definidas, o déficit pode cair para R$ 874 milhões.
O novo plano implicará no aumento da contribuição dos funcionários e da própria empresa. A solução do problema atuarial da Fundação Real Grandeza só será viável se 70% dos 4 mil associados ao fundos aderirem à nova proposta. Soluções semelhantes já foram aplicadas nos fundos de pensão da Companhia de Eletricidade do Paraná (Copel), Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Cemig e Cesp. "Em todas as empresas houve adesão", afirmou Sampaio.


