CNBB promove reflexão da paz como fruto da justiça
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Caroline Vicentini<BR>Reportagem Local 
Londrina- ''Fraternidade e Segurança Pública''. Este é o tema da 46 Campanha da Fraternidade (CF), lançada ontem pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em Londrina, a campanha, cujo lema é um texto do Profeta Isaías: ''A paz é fruto da justiça'' (Is 32,17), foi apresentada à imprensa ontem pela manhã. O lançamento oficial será amanhã, às 19h30, durante missa na Catedral.
Segundo a CNBB, o objetivo da campanha é debater a segurança pública buscando criar condições para que o Evangelho seja melhor vivido por meio da promoção de uma cultura da paz, fundamentada na justiça social. ''Diante da situação de morte e violência presente de Norte a Sul do Brasil, a CF 2009 visa promover um debate conscientizador, pedindo que o cristão seja co-responsável na luta para semear a paz'', explicou o arcebispo emérito de Londrina, dom Albano Cavallin.
De acordo com o arcebispo, um manual de 527 páginas sugere um estudo sobre o tema, desmistificando teorias como a de que o problema da segurança se resolve com o aumento no número de policiais e de prisões. ''Este é um pensamento capitalista, que situa a violência apenas no setor patrimonial e econômico. O objetivo é promover uma discussão mais ampla, visto que entre as causas da violência estão as injustiças sociais de longa data e questões relacionadas à saúde, desemprego, educação, drogas e corrupção'', observou o arcebispo emérito.
Segundo o texto da CNBB, ''a paz buscada é a paz positiva, orientada por valores humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito ao outro e a mediação pacífica dos conflitos, e não a paz negativa, orientada pelo uso da força das armas, a intolerância com os diferentes, e tendo como foco os bens materiais''.
''Não aceitamos o slogan mentiroso ''rouba mas faz''; atacamos fortemente as prisões porque são escolas do crime e as desigualdades na legislação penal, como a que oferece regalias nas prisões a quem comete crimes e possui diploma de curso superior. A Campanha pede que olhemos para as ideias que o Evangelho suscita propondo a recuperação e a transformação social das pessoas e dos grupos'', ressaltou Cavallin.


