CNBB mantém restrições aos casais em 2a união
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Agência Estado 
Indaiatuba- Os casais em segunda união, que partiram para novo casamento após a separação, são chamados a participar da vida comunitária nas paróquias, mas não podem comungar, porque a Igreja não admite o divórcio. E, pela manifestação da 47 Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que termina hoje em Itaici, no município paulista de Indaiatuba, a situação não vai mudar.
''Sabemos que os católicos em segunda união se sentem discriminados e excluídos, mas lembramos que eles não são mais considerados infames, como no passado, porque, se não participam da eucaristia, podem se aproximar de outras celebrações, como a mesa da palavra e a mesa da caridade'', disse d. Orlando Brandes, arcebispo de Londrina e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família.
Um manifesto em favor da família aprovado pela Assembleia Geral refere-se de leve aos casais em segunda união, ao pedir que a Pastoral Familiar, Movimentos, Serviços e Institutos da Igreja acolham ''aquelas (famílias) que se encontram em situações especiais''. O acolhimento consiste em engajar os recasados em celebrações litúrgicas, embora sem acesso aos sacramentos.
D. Orlando lamentou o tom genérico do manifesto. ''Pela nossa proposta, o texto deveria ser mais contundente, mas a maioria dos bispos foi contra, optando por uma manifestação mais positiva''. Na opinião do presidente da Comissão para a Família, o manifesto deveria ter sido chamado de nota, porque não tem a força inicialmente pretendida.
''Atualmente, há no Congresso cerca de 40 projetos contra a vida ou contra a família, enquanto existem organizações que interpretam uniões de fato como uniões de família e outras que se manifestam publicamente com projetos que não combinam com o nosso conceito de família'', afirmou d. Orlando, ao enumerar uma série de problemas enfrentados por aqueles que defendem a família segundo a doutrina da Igreja.
O arcebispo de Londrina revelou que a assembleia de Itaici levantou a questão da família a pedido de parlamentares católicos e evangélicos. ''Eles nos pediram um manifesto sobre a posição da CNBB para que possam trabalhar nessa linha'', disse d. Orlando.
D. Angélico Sândalo Bernardino, que acaba de se aposentar na diocese de Blumenau (SC), por ter completado 75 anos, idade limite imposta pelo Direito Canônico, pediu que nas visitas ad limina (que os bispos fazem a Roma a cada cinco anos) os regionais da CNBB intercedam em favor dos eméritos.
''Que levem ao Santo Padre, à Congregação para os Bispos, em nome da comunhão
episcopal, a necessidade de não se excluir o bispo emérito da Conferência Episcopal'', este foi o apelo de d. Angélico, depois de lembrar que, embora possam participar até de concílios ecumênicos, os eméritos não são membros da CNBB. Eles participam da assembleia como convidados, mas sem direito a voto.


