Três questões de ordem política e social - o combate à pobreza, a análise do momento atual e a situação da Amazônia - vão concentrar a atenção dos bispos, paralalemente à discussão do tema central, o novo estatuto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante a 39ª Assembléia Geral do episcopado aberta ontem no Mosteiro de Itaici, no município paulista de Indaiatuba, a 120 km de São Paulo.
‘‘A Igreja tem de olhar para o Brasil e perguntar por que este país tem tantos pobres, tanta fome e tanta miséria’’, advertiu o presidente da CNBB, dom Jayme Henrique Chemello, na cerimônia de abertura da assembléia, convidando os bispos a refletirem sobre as exigências éticas e evangélicas do combate à pobreza, o primeiro de dez subtemas em pauta.
A discussão ganhou força logo na primeira reunião da manhã, quando o bispo de Duque de Caxias (RJ), dom Mauro Morelli, sugeriu que o episcopado se pronunciasse sobre os efeitos da globalização, na linha das declarações e apelos que o papa João Paulo II tem feito em favor de uma globalização solidária. O cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, apoiou a proposta.
‘‘Se a Igreja não der uma palavra forte e concreta sobre o combate à pobreza, melhor não falar nada’’, afirmou o cardeal dom Aloísio Lorscheider, arcebispo de Aparecida (SP).

mockup