CNBB define vice-presidente e secretário-geral
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terça-feira, 10 de maio de 2011
José Maria Mayrink <br> Agência Estado 
Aparecida - Após a eleição do cardeal d. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, para presidente, na segunda-feira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) carimbou ontem os nomes mais cotados para a direção da entidade. D. José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís (MA), foi eleito vice-presidente com 215 votos e d. Leonardo Ulrich Steiner, bispo-prelado de São Félix (MT), foi o escolhido, com 202 votos, para secretário-geral.
A vitória dessa chapa resultou em uma forte resistência ao cardeal d. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, que entrou na disputa com alta rejeição - o que não impediu que obtivesse 75 votos, ante 196 dados a d. Damasceno para a presidência. Não foi uma briga ideológica, como aquelas que no passado dividiam os bispos entre conservadores e progressistas, mas uma questão pragmática.
Os dois cardeais parecem ter sido avaliados por sua atuação como secretários-gerais da CNBB, cargo que ambos ocuparam. Excelente administrador, d. Odilo é um executivo de pulso firme e centralizador, enquanto d. Damasceno é mais político, bom articulador e homem de trânsito fácil nas relações com o governo. Partidários de d. Odilo atribuem a uma campanha dos assessores nacionais do episcopado a articulação que levou à sua derrota.


