CNA quer que Pratini "empate" o jogo com equipe econômica
Brasília, 22 (AE) - O presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Antônio Ernesto de Salvo, disse hoje que o futuro imediato da agricultura brasileira e sua recuperação vão depender da capacidade do novo ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, de negociar com a área econômica. "A missão fundamental do novo ministro será fazer com que a área econômica do governo priorize os problemas do campo no Brasil, para que o setor possa voltar a ter renda, gerar empregos e mais divisas para o País."
De Salvo, que se reuniu na terça-feira à noite com Pratini, no Ministério da Agricultura, acredita que o novo ministro deve, pelo menos, "empatar" o jogo entre a área econômica e o setor agrícola, uma vez que, "há sempre um embate entre quem possui o dinheiro e quem precisa crescer e gerar empregos".
O presidente da CNA considera que o mais importante na reforma ministerial "não é a troca de ministros, mas uma mudança na forma como a área econômica trata os problemas do campo". Para ele, o erro da atual política está no fato de os ministérios econômicos não tratarem o setor rural com a importância que ele merece, já que é o setor "que mais cresce, gera empregos e divisas no País".
O erro não estaria nos nomes que ocupam o ministério, segundo de Salvo. "É uma pena que não tenhamos política agrícola nem constância nos nomes que ocupam o Ministério da Agricultura", disse, acrescentando que nos últimos dois governos, foram nomeados 14 ministros para o cargo.
Ele afirmou que o pouco tempo que cada ministro ocupa no cargo torna impossível "implantar qualquer projeto que venha a apresentar benefícios para a população".





