CNA prevê redução de agrotóxicos com plantação de transgênicos
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quinta-feira, 10 de junho de 1999
Por Mariângela Herédia 
Brasília, 11 (AE) - A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) avalia que a liberação do plantio de sementes transgênicas no Brasil poderá resultar numa redução significativa dos custos com a compra de agrotóxicos pelo agricultor. Segundo o vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Bosco Umbelino dos Santos, nos últimos anos os gastos com agrotóxicos têm representado 14,6% do custeio da lavoura de algodão, 13,3% da lavoura de milho e 18,2% no custeio de soja, o que poderá ser reduzido com a entrada das sementes modificadas geneticamente, que não exigem grande quantidade desses produtos.
Estimativas da CNA indicam que o custo unitário da soja transgênica seja inferior em 15% ao custo unitário da produção de soja convencional, o que contribuiria para aumentar a produtividade das lavouras. João Bosco Umbelino dos Santos ressalta que os principais concorrentes do Brasil estão acelerando o cultivo de variedades transgênicas e que o atraso da produção nacional poderá provocar perda de competitividade e mercado. Segundo ele, a área plantada com transgênicos no mundo cresceu de 1,7 milhão de hectares há três anos para 35 milhões este ano, o que equivale ao total da área plantada com grãos no Brasil.
O vice-presidente da CNA observa ainda que 22 culturas transgênicas vêm sendo plantadas em escala comercial no mundo, principalmente soja, milho e algodão. De acordo com a CNA, cerca de 54% da área plantada de soja nos Estados Unidos ou 42 milhões de toneladas da produção americana já são de sementes transgênicas. Na Argentina, o plantio comercial da soja transgênica deverá superar 50% da área plantada na próxima safra
segundo João Bosco Umbelino.


