CNA critica previsão oficial e espera safra de 81,2 milhões de t
e que não entende o valor de seu campo", afirmou. De acordo com o estudo divulgado hoje pela entidade, dificilmente o Brasil conseguirá atingir a meta de produção de 100 milhões de toneladas a partir do ano 2001. Salvo frisou que na próxima safra, além de uma redução na produção, haverá um aumento nas importações de milho, arroz e trigo. Na estimativa elaborada pela CNA, as importações de milho devem aumentar em 700 mil toneladas, fechando em aproximadamente 1,8 milhão de toneladas a serem importadas na próxima safra. Segundo o presidente da CNA essas importações serão feitas com o objetivo de suprir as necessidades de abastecimento do mercado interno, que foi prejudicado pela ausência de estoques reguladores do governo e pela queda de 10,8% na produção de milho em Goiás. Outra preocupação da CNA é com a perspectiva de importação de cerca de 6,9 milhões de toneladas de trigo na safra 1999/2000. "Isto é uma afronta; isto é política deliberada para fazer a agricultura moeda de troca em assuntos como Mercosul e otras cositas más", ironizou Salvo. Renda - Pelo levantamento elaborado pela CNA, a agricultura brasileira deve fechar este ano com uma queda de 0,7% na renda bruta do setor. Esse porcentual de queda representará, de acordo com o estudo, numa redução de R$ 500 milhões na renda bruta deste ano, em relação à do ano passado. O estudo demonstra também uma queda na utilização de tecnologia nas lavouras brasileiras em 1999. Os produtores usaram 18,1% menos de fertilizantes e 7,2% menos de calcário nas lavouras neste ano em relação ao ano passado. A balança comercial do setor agropecuário também registrou uma queda de aproximadamente US$ 1 bilhão nos valores das exportações contabilizados até outubro em consequência da redução dos preços médios das commodities. Para o presidente da CNA, o superávit agrícola este ano deve ser de US$ 13 bilhões, ante US$ 14 bilhões apurados no ano passado. Junto com o estudo sobre a atividade agrícola em 1999 e as perspectivas para 2000, foi divulgada hoje uma pesquisa elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a CNA, sobre o perfil do agricultor brasileiro. De acordo com o estudo, os agricultores que moram na região Centro-Oeste do País são os que têm melhor nível de renda, escolaridade, entre outros ítens pesquisados. Pelo levantamento, que pesquisou 1.837 establecimentos rurais em oito sub-regiões do País, a escolaridade média apurada no estudo é de 4,45 anos. O pior índice foi apurado no estado de Pernambuco, onde os agricultores têm média de 1,97 ano de estudo. No Centro-Oeste esta média sobre para 8,08 anos. Em termos de renda, enquanto os produtores rurais pernambucanos ouvidos pela FGV registram uma renda bruta anual variando da mínima de R$ 96,00 a uma máxima de R$ 497,6 mil, na região Centro-Oeste esta renda mínima é de R$ 1.314,00 ante uma máxima de R$ 5,532 mil.Por Renato Andrade ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca corrige informações no último parágrafo. Por favor, desconsidere a enviada anteriormente. Brasília, 16 (AE) - A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) prevê uma redução da safra de grãos do próximo ano. Ao contrário do governo federal, que aposta numa nova supersafra de 83,439 milhões de toneladas, o presidente da entidade, Antonio Ernesto de Salvo, afirmou hoje que o País registrará uma produção de, no máximo, 81,2 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 1% em relação ao volume colhido na safra 1998/1999. Salvo não poupou críticas ao governo e comparou a "pequena" safra prevista para o próximo ano com a política desenvolvida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para o setor. "A pequena safra é proporcional ao governo, que é tacanho e pequeno





