CMTU recebe 21 propostas para Lixo Zero
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sexta-feira, 05 de julho de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) apresentou ontem a relação das pessoas físicas e jurídicas interessadas em gerenciar o programa de lixo de Londrina, batizado de Lixo Zero. Durante o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), aberto por 30 dias, 21 inscrições foram formalizadas, três são de pessoas físicas. Seis multinacionais demonstraram interesse e uma cooperativa de catadores concorre contra esses diferentes grupos tecnológicos.
O Lixo Zero é um projeto da Prefeitura de Londrina que pretende zerar a destinação do lixo para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) em três anos. Todos os diferentes tipos de materiais (recicláveis, orgânicos e rejeitos) passariam por uma triagem. Aquilo que pode ser devolvido para a cadeia produtiva, é reciclado. O que não pode, é utilizado para outra finalidade (como a produção do materiais de construção civil).
Entre as multinacionais interessadas há empresas dos Estados Unidos, França, Itália e Dinamarca, entre outros. "São multinacionais já estabelecidas no Brasil. Muitas contam com consórcio, ou seja, por trás desse CNPJ tem várias empresas consolidadas e especializadas no segmento do serviço", explicou o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas.
Das nacionais, concorrem empresas do Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará. Cinco empresas são paranaenses, quatro de Londrina. Entre elas está a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Cooper Região).
"A gente sabe que é muito difícil uma cooperativa de catadores concorrer com uma empresa que tem tecnologia especializada, é um desafio muito grande. A gente sabe que tem poucas chances, mas o que não falta é vontade. Temos capacidade para desenvolver nosso trabalho", definiu o presidente da Cooper Região, Zaqueo Vieira.
Todos os interessados (pessoas físicas e jurídicas) têm, a partir de segunda-feira, 60 dias de prazo para apresentação do projeto tecnológico e estimativa de custo para realização do serviço. "As pessoas físicas não dominam todo o processo, mas patentearam alguns equipamentos. Elas devem suas tecnologias com outros grupos no futuro. O interessante é que todos esses modelos serão apresentados para a sociedade londrinense em audiências públicas e juntos, poder público e moradores, vamos criar um modelo a ser seguido pelos próximos anos em Londrina", defendeu Carlos Geirinhas.
A expectativa é que esse modelo seja definido ainda este ano e a licitação do Lixo Zero seja concluída no primeiro trimestre de 2014.


