CMTU oferece novo contrato para Coocepeve
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sábado, 17 de dezembro de 2011
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) ofereceu novo contrato para a Coocepeve, cooperativa de recicladores da Zona Leste de Londrina. A proposta foi apresentada ontem aos representantes da entidade depois de uma longa e polêmica negociação.
A Coocepeve é composta por 160 recicladores. Eles faziam parte de 14 associações espalhadas pelas regiões Leste, Sul e Central de Londrina. O grupo não aceitou proposta do município e resistiu em formar uma cooperativa. Com a negativa, uma outra instituição foi contratada pela CMTU. A Cooprelon começou neste mês a recolher materiais recicláveis em 95 mil domicílios da cidade.
Sem contrato, a CMTU deixou de financiar sacos plásticos, transporte e aluguel de barracões aos manifestantes. ''Isso dificultou muito o nosso trabalho. Estou dependendo das sacolinhas dos moradores, porque não tenho nem saco de lixo para oferecer'', lamentou o catador Dorival Cardoso de Azevedo.
Foram dois meses de protestos. Alguns até extrapolaram questões legais e houve registro de brigas entre trabalhadores da Coocepeve e Cooprelon. A nova cooperativa também passou a ser investigada pela Promotoria do Patrimônio Público de Londrina. O presidente Maurício Montezini diretor financeiro Erlandes Antonio dos Santos Silva não são catadores de baixa renda, como preconiza o Plano Nacional de Saneamento (lei 11.445/2007).
A cooperativa também foi notificada pela CMTU. ''Foi defendido que eles deixassem suas funções e que os cargos sejam ocupados por catadores'', explicou o presidente da CMTU, André Nadai.
Novo mapa
Para pôr fim aos problemas, uma nova divisão foi apresentada às cooperativas. Pela proposta, a Coocepeve ficaria responsável pela coleta em 42 mil domicílios das regiões Leste, Sul e Oeste. ''É um número abaixo daquilo que a gente havia pedido para a CMTU, mas a gente não tinha escolha. Diante das dificuldades, perder mais não dá'', afirmou a presidente Sandra Araújo.
A Coopersil continuaria atendendo 95 mil domicílios distribuídos nas regiões Norte, Sul e Oeste. ''Tivemos apenas algumas mudanças de área, ou seja, alguns bairros foram oferecidos para outras cooperativas. Em compensação, recebemos novas regiões próximas dos nossos barracões. Vamos analisar com os cooperados'', salientou o presidente Zaqueu Vieira.
A Cooprelon foi a mais prejudicada e teve sua cota diminuída de 95 mil para 64 mil domilícios. ''Já esperávamos, mas isso não deve diminuir nossa errecadação'', disse o presidente Maurício Montezini. A cooperativa também recebeu proposta de fazer a reciclagem em 3 mil residências nos distritos rurais de Londrina. ''Talvez esse transbordo tenha alguma alteração porque a distância é maior'', afirmou o presidente da CMTU, André Nadai.
A indefinição ficou por conta da Cooperoeste, composta por menos de 30 catadores, que atende bairros específicos da Região Oeste de Londrina. ''A situação deles é difícil porque o contrato seria muito pequeno. Sugerimos que eles integrem uma das outras três cooperativas. Obviamente, a que receber esse grupo de catadores vai receber mais'', explicou.
As cooperativas têm até a próxima sexta-feira para apresentar resposta à CMTU. ''Estamos otimistas. Se realmente for aceita, vamos voltar a atender 100% dos domicílios de Londrina'', afirmou.



