CMTU faz contrato emergencial para varrição
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terça-feira, 16 de julho de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai assinar hoje um contrato emergencial para a varrição no Centro de Londrina. O contrato com a empresa Ebepec venceu no sábado e desde então as ruas centrais da cidade estão sem limpeza.
Inicialmente, a CMTU havia definido que não faria contratação emergencial, mas em virtude do grande volume de lixo espalhado pelo centro, voltou atrás na decisão. O contrato emergencial, através da cotação de preços, será de 90 dias ou até a conclusão do pregão eletrônico para o contrato definitivo.
"Quatro empresas apresentaram propostas e a nossa expectativa é que o serviço se inicie amanhã (hoje)", informou o diretor financeiro da CMTU, Ademir Prado de Lima. A vencedora será responsável pela varrição das vias do centro e lavagem diária do Bosque Central. O valor máximo é o mesmo que era pago a Ebepec: R$ 120 mil mensais.
O pregão eletrônico que vai escolher a nova empresa que executará os serviços por 12 meses acontece na quarta-feira. "Respeitando todos os prazos de recurso e tramitação esperamos anunciar a vencedora até o fim do mês. A única diferença do contrato anterior é o acréscimo da lavagem diária do Bosque", explicou Lima.
A falta do serviço de limpeza no centro ficou evidente com a sujeira acumulada na Concha Acústica no fim de semana depois de um evento musical no sábado. A limpeza, de forma superficial, com o recolhimento dos materiais recicláveis, aconteceu apenas ontem por servidores da Secretaria de Cultura.
O volume de garrafas, latas, sacos plásticos, copos e bitucas incomodou moradores e comerciantes da região. "A quantidade de lixo que tinha ontem pela manhã quando saí para trabalhar era enorme. As pessoas não têm educação, a prefeitura não faz a sua parte e nós moradores pagamos a conta", criticou a técnica em enfermagem Marisa de Castro, de 51 anos, que mora ao lado da Concha. "As pessoas passam por aqui e vão embora. Ninguém se sente bem em um lugar tão sujo assim. A Concha está bem descuidada", contou o estudante Nikkolas Augusto Leal, de 23, que frequentava o local ontem à tarde.
Para o comerciante Rafael de Souza, de 31 anos, proprietário de uma lanchonete na Rua Souza Naves, eventos culturais na Concha Acústica são bem-vindos e movimentam o comércio, mas é preciso ter mais segurança e fiscalização. "Um evento que nos ajudaria, acaba atrapalhando. Não tem condições de continuar desta forma. O local está abandonado e sem segurança nenhuma", alfinetou.
Segundo a secretária municipal de Cultura, Solange Batigliana, a limpeza da Concha Acústica era uma responsabilidade dos organizadores da festa que comemorou o Dia Mundial do Rock. "Vamos rever esta situação para os próximos eventos. Buscar as melhores alternativas para que o problema não se repita e não atrapalhe os moradores da região", prometeu.


