CMTU explica aumento e detalha novidades
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sexta-feira, 02 de janeiro de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem local 
Londrina - A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) havia divulgado na quarta-feira, em entrevista coletiva, os dados de composição da nova tarifa de ônibus, que é de R$ 2,95 desde ontem, um aumento de 11,3%. As despesas com o diesel (16,05%) e despesas com o pessoal (51,574%) são as que mais pesam no valor da tarifa e representam 67,624% dela. Além das despesas com diesel e com pessoal, outros elementos que compõem a tarifa são as deduções (0,6734%), transporte especial (0,144%), depreciação (8,385%), remuneração (5,822%), despesas administrativas (4,209%), lubrificantes (0,211%), peças e acessórios (3,219%) e rodagem (1,825%).
Segundo o presidente da CMTU, José Carlos Bruno, embora o índice da inflação no ano tenha ficado em torno de 6,5%, não é somente isto que a administração leva em conta. "A tarifa considera o resultado dos reajustes salariais, contribuições sindicais, o valor do tíquete médio e todos os processos de gestão e manutenção do sistema. As despesas com o pessoal e óleo diesel cresceram mais do que isso e consideramos essa tarifa justa, dentro da realidade da nossa planilha", argumentou. A variação dos principais custos, segundo a própria CMTU, foi de 15,41% com a despesa de pessoal, 10,9% com o óleo diesel, 4,87% com a depreciação e 4,7% na remuneração.
"Foi a menor tarifa possível. Vale ressaltar que outras cidades com capacidade semelhante possuem tarifas maiores que isso", alegou. Niterói (RJ), Campo Grande (MS), São José dos Campos (SP), Ribeirão Preto (SP) e Caxias do Sul (RS) cobram R$ 3 pela tarifa. Joinville (SC), R$ 3,25; Sorocaba (SP), R$ 3,20; Campinas (SP), R$ 3,30; e São Paulo (SP), R$ 3,50. Curitiba teve a passagem reajustada em novembro e cobra R$ 2,85, mas há possibilidade de um novo aumento em fevereiro. João Pessoa (PB) cobra R$ 2,35. Em Ananindeua (PA), município com população semelhante à de Londrina, o valor é de R$ 2,20 e pode ser reajustado para R$ 2,50.
O presidente da CMTU afirmou que o impacto de redução do valor com o subsídio para os estudantes que recebem o passe livre interfere no valor da tarifa, mas nesse caso não é cobrado da população. "Esse valor é subsidiado pela prefeitura. Se não fosse o subsídio, a tarifa seria de R$ 3,03, ou seja, R$ 0,08 é a prefeitura quem está pagando", destacou.
Segundo ele, o passe livre não é para "fazer média", mas uma política de estímulo do transporte coletivo. "É uma conquista da cidade. A linha Centro Livre, que será criada em março, também representa isso. Será uma linha circular gratuita que percorrerá o perímetro comercial tendo as ruas Benjamin Constant, Pará, Minas Gerais e a Avenida Higienópolis como referências. Ela poderá ser utilizada somente por quem possuir o cartão transporte. Nenhum valor será debitado do cartão ao passar pela catraca, mas o cartão deverá ser utilizado para controle", detalhou. Segundo ele, a intenção é facilitar o trânsito na área interna, diminuir o número de veículos na área central e estimular o comércio local. A linha funcionará apenas em horário comercial.
Outra linha anunciada pela CMTU será a Inter Clínicas, que ligará pontos de saúde importantes, como hospitais, clínicas e laboratórios, e que entrará em funcionamento até o início do segundo semestre.
O presidente da CMTU afirmou que não fez a medição de quantos veículos particulares podem deixar de circular na Região Central com as novas linhas. "Nós faremos a medição um pouco antes da implantação e também mediremos depois que as novas linhas forem implantadas", afirmou.


