A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) foi notificada ontem pelo juiz da 9 Vara Cível de Londrina, Aurênio José Arantes de Moura. Ele intimou o Município a responder o recurso contra a sentença da última sexta-feira e observar o efeito suspensivo da apelação do Ministério Público (MP), a qual requisita a redução da tarifa dos ônibus de R$ 2,25 para R$ 2,10. Ele reforçou que a responsabilidade de aumentar o preço da passagem é do Executivo.
Segundo o presidente da CMTU, André Nadai, a liminar na qual o MP se baseou para entrar com a apelação pedindo efeito suspensivo e retroativo do aumento da tarifa foi revogada pelo TJ anteontem. ''Não mudou nada, ainda estamos dentro do prazo de 15 dias para contestar a apelação do Ministério Público e o recurso ainda está sendo avaliado pela Procuradoria do Município e pela Procuradoria da CMTU'', resumiu Nadai, reiterando que a tarifa continua custando R$ 2,25 aos usuários.
O juiz disse ainda que, com a revogação da liminar pelo TJ, passa a valer a liminar concedida em Londrina a qual, na época, negou o pedido de redução da tarifa feito pelo MP. ''Isto até a apreciação do recurso pelo Tribunal de Justiça'', completou.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) reiterou ontem que não há irregularidade na planilha de custos que deu sustentação ao decreto municipal que permitiu o aumento da passagem. A FOLHA tentou contato com promotor Miguel Sogayar na tarde de ontem, sem sucesso.

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