Londrina - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) proibiu ontem o antigo aterro sanitário de Londrina de receber qualquer tipo de resíduo. A decisão foi tomada depois que na terça-feira foi flagrado o despejo irregular de restos de material de construção no local por parte da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Uma reunião na sede do Ministério Público definiu pelo embargo do aterro. Participaram do encontro a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, representante do IAP, o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, o diretor de Operações, Gilmar Domingues, e a assessora jurídica da Companhia, Tatiana Müller. O prefeito Alexandre Kireeff também esteve na reunião.
A CMTU estava depositando no aterro, localizado no Limoeiro, zona leste de Londrina, os resíduos dos imóveis que foram desapropriados e derrubados no entorno do Aeroporto José Richa. A demolição das casas é necessária para a ampliação da pista do terminal.
O antigo aterro estava interditado desde 2009 e, de forma emergencial e com uma autorização especial, continuava recebendo apenas parte do chorume da Central de Tratamento de Resíduos (CTR). "Nem galhada o aterro estava autorizado a receber mais. Resíduo da construção civil tem que receber tratamento antes de ser depositado em aterros. Agora o aterro não pode receber mais nada", explicou a promotora Solange Vicentin.
Segundo a promotora, a explicação para o despejo do material de construção foi que era preciso dar uma destinação aos resíduos o mais rápido possível para evitar acúmulo de materiais nas ruas e até mesmo problemas referentes à dengue, com o empoçamento de água nas construções. "O que questionamos foi a destinação irregular dos resíduos", colocou Solange Vicentin.
A CMTU informou, através da assessoria de imprensa, que não irá se pronunciar sobre a questão até que haja a notificação oficial por parte do IAP. O Instituto Ambiental do Paraná ainda não comunicou quais serão as penalidades administrativas que o município irá sofrer.

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