CMTU descarta renovação com Coocepeve
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terça-feira, 02 de julho de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) encaminhou, no início da semana, ofício para a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Cooper Região) propondo expansão da área de coleta de materiais recicláveis em Londrina. A cooperativa, que já faz recolhimento e triagem do lixo produzido por 83 mil imóveis, abocanharia área com mais 50 mil domicílios.
"Pediram para a gente apresentar uma proposta de valor (pelo serviço). Acho que temos condições de administrar mais essa área", afirmou o presidente da cooperativa, Zaqueo Vieira. Ele disse que uma resposta deve ser formalizada junto à CMTU na semana que vem .
Na próxima quarta-feira, coincidentemente, vence o contrato que o município mantém com a Cooperativa dos Profissionais de Reciclagem de Londrina (Coocepeve), organização que foi alvo de investigação por parte da CMTU. Dissidentes denunciaram ao poder público, no primeiro semestre deste ano, possíveis irregularidades administrativas. Entre as mais graves estariam pagamento a funcionários fantasmas e falta de prestação e contas. A CMTU ameaçou, mas não rescindiu contrato com a cooperativa, que é responsável pela coleta de lixo em 55 mil domicílios.
Os dissidentes ajuizaram uma ação judicial pedindo afastamento da atual diretoria e convocação de nova assembleia na Coocepeve. Ainda não houve julgamento do mérito. "Estamos bastante preocupados porque não existe consenso entre os cooperados, causando insegurança muito grande para a CMTU. Estamos estudando alternativas e existem diversas possibilidades para que a população não fique prejudicada sem o serviço (da coleta seletiva)", explicou o diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues. Ele confirmou que o poder público também encaminhou ofício para a Cooperativa de Catadores da Região Oeste (Cooperoeste). A reportagem tentou contato com a presidente Nilza de Brito, mas o celular dela estava desligado ontem.
A Coocepeve, responsável pela coleta e triagem de materiais em 55 mil domicílios de Londrina, insiste na renovação do contrato, atualmente avaliado em R$ 202 mil por mês. "Nós não recebemos nenhuma proposta de renovação, mas devemos encaminhar em breve uma nova proposta de trabalho para a CMTU", disse a presidente Sandra Araújo. A Coocepeve tem 90 cooperados, distribuídos em nove barracões de reciclagem.
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