CMTU contrata nova cooperativa de reciclagem
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) contratou uma nova cooperativa de reciclagem. Trata-se da Cooperativa de Catadores da Região Oeste (Cooperoeste), composta por 75 trabalhadores.
O acordo foi firmado há 11 dias e é válido por seis meses. A Cooperoeste passa a receber R$ 123.825,69 por mês para fazer a coleta, transbordo e triagem em 27 mil imóveis de Londrina, incluindo em distritos e patrimônios.
O grupo integrava antes o quadro da Cooperativa de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon), mas saiu depois de desentendimentos. ''A gente achava inviável ficar dentro de uma outra cooperativa repartindo os ganhos. A gente espera uma vida nova, hoje a gente está tomando nosso rumo'', afirmou a presidente da Cooperoeste, Nilza de Brito.
A FOLHA apurou que problemas financeiros estariam atormentando dirigentes da Cooprelon, cooperativa contratada por dispensa de licitação e que já foi objeto de investigação do Ministério Público. A diretoria da entidade era formada por não catadores e pessoas que não eram de baixa renda, ferindo regras previstas pelas leis 8.666/93 (Lei das Licitações) e pela 11.445/07 (Plano Nacional de Saneamento).
A cooperativa estaria devendo cerca de R$ 40 mil para prestadores de serviço e outras empresas. ''Alguns meses ficamos sem receber (salário)'', disse uma catadora, cuja identidade foi preservada.
A Cooprelon, contratada por seis meses em detrimento a antigas associações de catadores de Londrina, recebeu R$ 1,4 milhão do município. A cooperativa era responsável pela reciclagem do lixo de 95 mil imóveis. Meses depois, assumiu o transbordo de mais 55 mil imóveis ao custo de R$ 67 mil/mês. Ninguém da cooperativa foi localizado para comentar sobre os problemas.
Mesmo diante desse cenário, a Cooprelon foi recontratada no último dia 1º de dezembro. A CMTU designou agora para a cooperativa apenas 53 mil imóveis. O contrato vigente também é válido por seis meses ao custo de R$ 1.249.455,84.
A CMTU justificou que havia defasagem na planilha de custos ante a pouca diferença nos valores dos contratos. ''Fizemos uma planilha de custos, o que não havia antes. Os valores estavam muito defasados'', explicou o diretor administrativo-financeiro da CMTU, Alexsander Fermino.
O novo contrato exige a utilização de rastreadores nos veículos usados para fazer a coleta. ''Vamos exigir mais das cooperativas para que o serviço seja de qualidade'', disse.
A CMTU também recontratou a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Cooper Região), antiga Coopersil. O contrato chega a R$ 1.492.661,14 por seis meses. A cooperativa ficará responsável por 84 mil imóveis.
Outros 55 mil imóveis devem ser repassados para a Cooperativa dos Profissionais de Reciclagem (Coocepeve). Sandra Araújo, presidente da cooperativa, protocolou ontem um requerimento na CMTU. ''Estamos pedindo cópias desses contratos para saber os cronogramas e os valores repassados para cada entidade'', disse. ''Ela (Coocepeve) vai entrar no mesmo patamar, entrar numa planilha única. Estamos agindo tecnicamente e remunerando pelos custos (do serviço)'', declarou Fermino.


