Brasília, 22 (AE) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá aprovar nesta quinta-feira a liberação de R$ 150 milhões para o financiamento da colheita de café, que começa em abril, no Espírito Santo. Os recursos virão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e serão repassados pelo Banco do Brasil (BB), com o limite de R$ 600 por hectare, desde que não ultrapasse R$ 150 mil por produtor. O valor total dos recursos é inferior ao do ano passado, mas, de acordo com técnicos do governo, a previsão foi feita com base nas propostas recebidas e realmente aplicadas no financiamento à colheita de café em 1998.
Cada Estado produtor de café terá os financiamentos liberados à medida que inicie a colheita. As taxas de juros propostas no voto encaminhado ao CMN são de TJLP (taxa de juros de longo prazo) mais 3% ao ano. Segundo fonte do governo, contudo, o voto está acompanhado de uma nota lembrando que esta taxa poderá ser alterada, pois até o momento não foram concluídos estudos sobre os juros que serão cobrados nos financiamentos do crédito rural para a safra de verão, a partir de julho. O governo, segundo a fonte, estuda a possibilidade de adotar uma taxa de juros "flutuante" para os financiamentos agrícolas em função da conjuntura econômica.
O CMN deverá aprovar também em sua reunião de quinta-feira, um voto com as regras para a safra agrícola de inverno, em que é proposto preço mínimo de R$ 185 para a tonelada de trigo. Embora já haja reclamações do setor, fontes do governo asseguram que o preço é satisfatório, pois as lideranças inicialmente pediram um reajuste dos atuais R$ 157 para R$ 175 por tonelada. Além dos preços dos produtos de inverno, como trigo, cevada, centeio e aveia, o voto encaminhado ao CMN contém ainda ajustes no prazo de contratação de EGF de algodão e de arroz.

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